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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

16/02/2012 20:32

Caseiro, Estadual deste ano ‘importou’ pelo menos 40% dos atletas

Jeozadaque Garcia

Equipes trouxeram cerca de 120 jogadores de outras federações para a disputa, segundo dados da FFMS

Jogo entre Cene e Comercial em 2011; Colorado trouxe 19 jogadores de outras federações para o Estadual. (Foto: Simão Nogueira)Jogo entre Cene e Comercial em 2011; Colorado trouxe 19 jogadores de outras federações para o Estadual. (Foto: Simão Nogueira)

Os times que disputam o Campeonato Sul-mato-grossense de Futebol deste ano trouxeram pelo menos 120 atletas de outros estados para a competição, segundo dados fornecidos pela FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul).

O número representa 40,4% do total de jogadores inscritos, porém, ainda pode ser alterado, já que as equipes ainda fazem a inscrição de novos reforços. No campeonato de 2011, 289 atletas, de um universo de 497, foram inscritos na durante o torneio, um total de 58,1%.

Segundo o vice-presidente da Federação, Marco Antônio Tavares, a queda nas ‘importações’ de jogadores se deve, principalmente, ao trabalho realizado na base pelas equipes.

“Os atletas de Mato Grosso do Sul ganharam qualidade. Antes não tinha base. O dirigente viu que, quando se investe nos mais jovens, diminui o custo para formar a manter o time no torneio”, observa.

O time que mais investiu este ano foi o Comercial, campeão em 2010 e que busca seu nono título. Dos 26 atletas inscritos na FFMS, 19 vieram de outras federações. Do elenco do ano passado, apenas três atletas foram mantidos.

Outros que não pouparam em reforços foram a Serc (Sociedade Esportiva e Recreativa Chapadão), de Chapadão do Sul, que trouxe 13 dos 25 jogadores, e o MS Saad, que transferiu 12 dos 23 atletas de seu plantel.

Águia Negra, campeão em 2007, trouxe sete atletas de outros estados. (Foto: Divulgação/Águia Negra)Águia Negra, campeão em 2007, trouxe sete atletas de outros estados. (Foto: Divulgação/Águia Negra)

Por outro lado, há os que preferem apostar em pratas da casa, como o Sete de Dourados, que contratou apenas dois atletas de outras federações - caso do volante Sorbara, que veio da Guatemala - e do Águia Negra, de Rio Brilhante, conhecido por montar grandes equipes para o Estadual e que este ano trouxe apenas sete peças.

Ciganos - Há ainda os ‘ciganos’ da bola, atletas que ficam durante o primeiro semestre em Mato Grosso do Sul e, depois, rumam para outras federações em busca de torneios. No ano seguinte, voltam para o Estado.

“O jogador vem para o Estado e gosta daqui. No ano seguinte, se ele tem duas propostas para ganhar R$ 1 mil, ele escolhe ficar por aqui, pois a família gosta da cidade”, conta Tavares.

Ainda conforme o dirigente, o estado de São Paulo é, de longe, a maior fonte de contratações dos times sul-mato-grossenses, representando cerca de 60% das transações. Logo atrás aparecem Paraná, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No ano passado, das 289 transferências feitas durante o Estadual, 173 vieram da Federação Paulista.



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