Festival da Juventude terá Ney Matogrosso, Chico Chico e muita arte
Evento está na segunda edição, colocando a palavra no centro e abrindo a universidade para todos os jovens
A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul vai virar território de encontro, escuta e criação entre os dias 26 e 28 de março. A segunda edição do Festival da Juventude chega com a ideia de aproximar os jovens da universidade e colocar a literatura no centro do debate cultural, sem fechar portas para quem está fora dela.
RESUMO
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O Festival da Juventude 2026, que acontecerá entre 26 e 28 de março na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, promete reunir arte, literatura e música. O evento gratuito, voltado para jovens de 15 a 29 anos, contará com apresentações de Ney Matogrosso e Chico Chico em formato de palestra-show. A programação inclui oficinas, concursos literários com premiações de R$ 2,5 mil, batalhas de rima, mostras de cinema e debates sobre temas contemporâneos. O festival, que em sua primeira edição reuniu 5 mil pessoas, tem como objetivo aproximar os jovens da universidade e estimular a produção cultural local.
Apesar de ser realizado na Cidade Universitária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o festival é aberto a todos os jovens de 15 a 29 anos. E é gratuito do começo ao fim: shows, oficinas, concursos, debates, feira literária e rodas de conversa.
Andréa Freire, que está na coordenação do evento, resume que o foco é “revelar a expressão do jovem sul-mato-grossense, dar espaço, estimular e reconhecer sua voz, pensamento e sensibilidade”.
Literatura como ponto de partida
O FestJuv nasceu em 2025 e reuniu cerca de 5 mil pessoas entre estudantes, famílias e artistas. Agora, retorna com a intenção de se tornar um evento anual no calendário cultural do Estado. Livro e leitura são o mote. A partir deles, surgem o cinema, o teatro, a música, o slam, a batalha de rima e os debates sobre o mundo contemporâneo.
“É um território onde a juventude se encontra e se revela”, reforça Andréa.
O festival quer apresentar a universidade a quem muitas vezes não a conhece. Mostrar que ali existe curso de cinema, espaços de formação artística, pesquisa e produção cultural. É abrir os portões e dizer: esse espaço também é seu.
Ney Matogrosso e Chico Chico: conversa, memória e música
A abertura, no dia 26, será com o sul-mato-grossense Ney Matogrosso. Mas não se trata de um show tradicional. A proposta é uma “palestra-show”: dois jovens irão entrevistá-lo, conduzindo uma conversa sobre trajetória, arte e escolhas. Entre uma resposta e outra, Ney interpreta canções que dialogam com os momentos narrados.
A proposta tem uma pegada geracional. Em 2025, passaram pelo festival nomes como Marcelo Rubens Paiva e Arnaldo Antunes, por exemplo. Em 2026, além de Ney, o cantor e compositor Chico Chico, filho de Cássia Eller, também participa nesse formato híbrido de conversa e música.
Concursos com premiação de R$ 2,5 mil
Os concursos seguem como o coração do festival e principal porta de entrada para novos talentos. As inscrições são gratuitas e vão até 15 de março pelo site oficial.
Podem participar jovens de 15 a 29 anos nas categorias:
Concurso literário (conto, crônica e poesia), dividido em duas faixas etárias (15 a 18 e 19 a 24 anos). Cada primeiro lugar recebe R$ 2,5 mil, e os três melhores textos de cada categoria serão publicados no livro oficial do festival. Inscrições aqui.
Desafio “1 minuto de cinema inspirado na literatura”
Microfilmes de até 60 segundos, individuais ou em grupos de até três pessoas. O vencedor leva R$ 2,5 mil e tem o filme exibido durante o evento. Inscrições aqui.Batalha de rima
Dezesseis jovens são selecionados por vídeo e disputam ao vivo durante o festival. O vencedor também recebe R$ 2,5 mil. Participantes do interior podem contar com apoio para deslocamento. Inscrições aqui.
É incentivo simbólico e concreto ao mesmo tempo: reconhecimento público e dinheiro no bolso.
Oficinas com nomes de peso
Entre os destaques está a oficina “Em Cena, a Ação”, com a atriz Shirley Cruz, que une vivência de mercado e técnica de interpretação para cinema e TV. Com mais de 40 produções no currículo, ela atuou em “Cidade de Deus” e em filmes da diretora Anna Muylaert, como “A Melhor Mãe do Mundo”, premiado no Bonito CineSur. A proposta é trabalhar análise de roteiro, criação de personagem e dinâmica de cena.
No campo do audiovisual, o cineasta sul-mato-grossense Joel Pizzini ministra oficina de roteiro cinematográfico. Autor de documentários premiados em festivais como Veneza e Brasília, Pizzini apresenta princípios fundamentais da escrita para curtas-metragens, estimulando projetos autorais.
Já a formação de mediadores de leitura será conduzida por Vinicius Barbosa, com foco em como formar leitores em tempos de excesso de informação, usando inclusive as redes sociais como aliadas.
Há ainda oficina de criação de aplicativos para celular, voltada a estudantes de comunicação, multimídia e informática, mostrando que literatura e tecnologia podem dialogar.
Faça as inscrições das oficinas aqui
Muito além do palco
Durante três dias, a UFMS recebe ainda espetáculos teatrais, mostras de cinema, feira literária, debates sobre saúde mental, política, racismo, religião, relações afetivas e perspectivas de futuro.
O festival ocupa o Teatro Glauce Rocha, salas de oficinas e a área externa da universidade, com estandes e palco principal. A ideia é circulação, convivência e troca.
Anote na Agenda
Festival da Juventude 2026
- Data: 26 a 28 de março
- Local: Cidade Universitária da UFMS – Campo Grande (MS)
- Inscrições para concursos: até 15 de março
- Site: www.festjuv.com.br
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