Com 350 inscritos, copa de taekwondo pode levar atletas de MS à seleção nacional
Competição segue hoje (18) e classificará competidores para o Grand Slam, previsto para ocorrer em dezembro

Com a participação de cerca de 350 atletas, sendo 80 de Mato Grosso do Sul, a Copa Regional Centro-Oeste de Taekwondo movimenta o ginásio Moreninho, no campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. A competição começou nesta sexta-feira (17) e segue até domingo (19), com disputas decisivas na manhã deste sábado (18).
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O ginásio Moreninho, em Campo Grande, sedia a Copa Regional Centro-Oeste de Taekwondo com a participação de 350 atletas. O evento, que ocorre entre sexta-feira e domingo, serve como seletiva para o Grand Slam que definirá a Seleção Brasileira. Com tecnologia de pontuação eletrônica de ponta, o torneio reúne competidores de quatro estados em diversas categorias, visando elevar o nível técnico regional e preparar promessas do esporte para competições nacionais e internacionais em 2027.
Reunindo representantes de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, o torneio tem papel estratégico no calendário nacional. Na categoria faixa preta, a Copa funciona como seletiva direta para o Grand Slam de Taekwondo, competição que define a Seleção Brasileira para o ciclo de 2027 e que está prevista para ocorrer entre os dias 9 e 13 de dezembro deste ano.
Ao Campo Grande News, o presidente da Federação de Taekwondo de Mato Grosso do Sul, o grão-mestre Fábio Costa disse que o evento eleva o nível técnico dos atletas e aproxima o Estado dos padrões nacionais e internacionais.
“Estamos realizando um evento de nível nacional, com sistema eletrônico de ponta, de última geração. Isso faz com que consigamos equiparar nossos atletas a um nível mais elevado, colocando-os em condições de disputa com competidores bem preparados”, afirma Fábio.

As disputas começam pelas categorias de base, com atletas de 9 a 11 anos, e seguem pelas categorias cadete, juvenil, sub-21, adulto e máster. Segundo Fábio, o taekwondo vai além da competição e tem papel formativo. “O atleta aprende a lidar com responsabilidade, valores, vitória, derrota e frustrações. Isso é fundamental para o crescimento como pessoa”, pontua.
Um dos diferenciais desta edição é o uso de sistema eletrônico avançado nos combates, com coletes e capacetes que registram a pontuação automaticamente. A tecnologia, comum em competições nacionais e internacionais, ainda é recente no Estado. “É como jogar em um videogame mais moderno. A tecnologia muda, o tempo de resposta muda. O atleta precisa ter mais sensibilidade e precisão para pontuar”, explica o presidente da federação.
De olho nas medalhas - Entre os destaques da competição está o sul-mato-grossense Carlos Henrique Estival Alvarenga, de 14 anos. Ele começou no esporte aos cinco anos, após sofrer bullying na escola. “Eu era mais gordinho e o taekwondo me ajudou a emagrecer, ganhar confiança e encontrar um sonho: entrar para a Seleção Brasileira”, conta.

O sonho começou a se concretizar em 2025, quando passou a integrar a seleção e disputou o Mundial Juvenil na categoria cadete. “Foi algo difícil de explicar. Era muita alegria e inspiração por estar perto de atletas que eu admirava. Eu estava vivendo um sonho”, relata Carlos.
Agora, Carlos disse que a meta é buscar novos resultados. “A próxima meta é conquistar mais convocações e buscar uma medalha de ouro em Campeonato Mundial. Ainda não ganhei, mas vou ganhar um dia”, afirma. Para ele, a competição em Campo Grande é mais um passo nesse caminho. “Classifica para outras competições e abre portas para novas convocações”.
Outro atleta que também mira novas conquistas é Rian França, de 15 anos. Ele começou a treinar aos quatro anos e a competir aos 12, construindo sua trajetória gradualmente. “No primeiro campeonato fiquei em segundo lugar. Depois fui evoluindo até chegar a momentos decisivos”, lembra.
Rian destaca que precisou superar resultados frustrantes antes de alcançar a Seleção Brasileira. “Em 2024 não consegui me classificar para o Grand Slam. Tive que disputar a seletiva aberta em 2025, venci e depois também conquistei o Grand Slam. Com isso, entrei para a seleção”, conta. Para ele, a classificação foi especial. “Foi algo inesperado. Sempre sonhei com esse momento, mas não imaginava que aconteceria tão cedo. Fiquei muito feliz”, diz.
Mesmo com conquistas recentes, Rian disse que é preciso manter o foco. “A meta continua a mesma: ganhar. Mas sempre respeitando os adversários e todos que fazem parte do esporte”, afirma. “Ser atleta exige dedicação constante. O treino é diário e o objetivo é nunca parar de sonhar mais alto”.
Sobre a tecnologia utilizada na competição, o jovem atleta afirma já ter experiência em torneios nacionais e internacionais. “Já lutei com esse sistema no Campeonato Brasileiro e no Mundial. O colete e o capacete mudam, mas, na maioria das vezes, o resultado acaba sendo justo”, avalia Rian.
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