Acessório inusitado vira aposta de quem quer viajar sem enjoo
Sem lentes, óculos anti-enjoo com líquido azul prometem “enganar” o cérebro e reduzir o mal-estar

Tem gente que enjoa só de pensar na estrada ou até mesmo de entrar no carro. Para a psicanalista Raissa Ferreira, o mal-estar sempre foi companhia constante em viagens, fossem de carro ou de avião. Até em brinquedos de parque o problema limitava a diversão. O que ela não sabia era que os óculos anti-enjoo seriam o alívio que ela buscava para encarar essas situações e conseguir aproveitar o que antes era impossível.
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A psicanalista Raissa Ferreira encontrou nos óculos antienjoo uma solução para o mal-estar que a acompanhava em viagens de carro, avião e até em parques de diversão. O acessório, adquirido por menos de 40 reais, possui quatro aros com líquido azul que simula um horizonte artificial, ajudando o cérebro a alinhar as informações sensoriais e reduzir a náusea. Apesar da ausência de estudos conclusivos, Raissa dispensou a medicação e recomenda o produto.
Foi rolando o feed que surgiu, nesses encontros despretensiosos com a internet, uma alternativa curiosa. “Eu achei super barato, menos de 40 reais, e resolvi testar”, conta.
O acessório, à primeira vista, parece mais uma dessas invenções duvidosas. Não tem lente, não corrige grau e está longe de ser discreto. São quatro aros preenchidos com um líquido azul que se movimenta conforme o corpo se desloca. E justamente aí está o segredo.
Apesar de muita gente associar o enjoo ao estômago, ele começa, na verdade, no cérebro. É uma espécie de desencontro de informações. Enquanto o ouvido interno percebe que o corpo está em movimento, os olhos, presos no celular ou no banco da frente, dizem que está tudo parado. O resultado dessa confusão sensorial é a náusea.
Os óculos entram como mediadores dessa “briga”. O líquido dentro das hastes funciona como um horizonte artificial, acompanhando o movimento do veículo e oferecendo ao cérebro uma referência visual coerente com o que o corpo sente. Quando essas informações finalmente se alinham, o mal-estar tende a diminuir.
"Depois de um tempo, eu comecei a tomar medicação. Quando eu já sabia que iria viajar, em uma coisa mais longa, eu tomava medicação para não enjoar. Já começava 3 dias antes e durante o trajeto também".
No caso de Raissa, funcionou, ainda que ela mesma afirme que não há estudos que comprovem a eficácia. "Eu vi que uma parte pode ser placebo, porque não tem estudos suficientes para comprovar a eficácia dele, mas eu achei que faz muito sentido e diminuiu muito".
Pela primeira vez em muito tempo, ela conseguiu atravessar uma viagem sem recorrer à medicação. E isso, por si só, já mudou a experiência. “Eu adorei. Quero continuar usando”, afirma.
O único “efeito colateral” é o social. O design chama atenção por onde passa. "Quero continuar usando no dia a dia. Ele não é nada estético. É bem feito, chama muita atenção, então, onde passa, todo mundo fica olhando, querendo entender o que está acontecendo, porque são quatro lentes".
Entre o ceticismo e o alívio, Raissa segue testando. "Eu adorei, achei que ajudou muito. Eu não precisei tomar medicação. Eu estou levando a palavra do óculos anti-enjoo para todo mundo que eu conheço".
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