Hoje na Copa, Éderson já fez parte de clube adventista de desbravadores
O jogador campo-grandense conciliava na infância os treinos de futebol no Tiradentes com atividades religiosas

Antes de vestir a camisa da seleção brasileira e alcançar o sonho de disputar uma Copa do Mundo, o volante sul-mato-grossense Éderson dos Santos participou na sua infância, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, do Clube de Desbravadores Falcão Peregrino, ligado à Igreja Adventista do Sétimo Dia.
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O volante Ederson, convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, teve sua formação inicial marcada pelo Clube de Desbravadores Falcão Peregrino, em Campo Grande. Durante a infância no bairro Tiradentes, o atleta conciliou o futebol com atividades religiosas da Igreja Adventista, onde desenvolveu valores como disciplina, foco e espiritualidade. Familiares e ex-conselheiros destacam que a dedicação demonstrada nos projetos sociais foi fundamental para sua carreira profissional.
O atleta que hoje representa o Brasil no maior torneio do planeta construiu parte de sua formação no clube de desbravadores, conciliando os treinamentos de futebol no Instituto Bola de Ouro com as atividades religiosas.
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Convocado para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, Éderson carrega consigo lembranças de uma trajetória marcada pela dedicação, perseverança e fé.
Muito antes da projeção mundial, o então garoto encontrou no Clube de Desbravadores um espaço de convivência, aprendizado e desenvolvimento pessoal. O contato com o grupo aconteceu por meio de famílias adventistas da vizinhança, que o apresentaram às atividades promovidas pelo clube.
Segundo Diego Santana, ex-conselheiro do Falcão Peregrino e uma das pessoas que acompanhou de perto a infância do jogador, a família enfrentava dificuldades financeiras, mas isso nunca foi um obstáculo para que Éderson participasse das programações. Ele destaca o empenho da mãe do atleta, Edilene Lourenço, em garantir apoio aos filhos e incentivar seus sonhos.
"Ele era muito proativo e extremamente competitivo. Gostava bastante da ordem unida e sempre queria se destacar nas atividades. Era um menino determinado e muito focado", relembra Santana.
Entre as lembranças mais marcantes, Santana cita a dedicação de Éderson para cumprir os requisitos exigidos pelo programa.
"Muitas vezes eu ia até a casa dele para ajudá-lo com os requisitos do cartão e das especialidades. Lembro especialmente de quando ele precisava decorar o Hino Nacional. Algumas vezes chegávamos lá e ele estava jogando futebol. Mas ele não desistiu. No final, aprendeu todo o hino e cumpriu o requisito. Essa dedicação já fazia parte dele", conta.

De acordo com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, mais do que promover acampamentos e atividades recreativas, o Clube de Desbravadores tem como missão contribuir para o desenvolvimento físico, mental, social e espiritual de crianças e adolescentes.
Na avaliação de Santana, a participação de Éderson ocorreu em um período decisivo para a construção de seus valores.
"O caráter está sendo construído nessa idade. O clube ensina responsabilidade, respeito, serviço ao próximo e confiança em Deus. São lições que acompanham a pessoa por toda a vida", destaca.
A convocação do antigo desbravador para a seleção brasileira é motivo de orgulho para aqueles que acompanharam seus primeiros passos.
"Ver o Éderson representar o Brasil gera muita alegria. Sabemos da caminhada que ele teve e dos desafios que enfrentou. Chegar à seleção é alcançar um sonho que milhões de jogadores possuem", ressalta.
Em casa, a influência do clube também deixou marcas profundas. A mãe do atleta, Edilene Lourenço, lembra que tanto Éderson quanto o irmão, Eduardo, participaram dos Desbravadores durante a infância e adolescência.
"O clube ajudou muito na formação do caráter dos meus filhos, ensinando obediência, respeito e, principalmente, amor e temor a Deus", afirma.
Mesmo vendo o filho atuar hoje em um dos mais altos níveis do futebol mundial, ela acredita que muitos dos ensinamentos daquela época continuam refletidos em sua vida pessoal e profissional.
"Confiança em Deus, paciência, perseverança, dedicação, respeito, amor pela família e coragem são valores que vejo na vida dele", completa.
A trajetória iniciada pelos filhos também transformou a história da família. O contato com a Igreja Adventista começou por meio da participação dos meninos no clube e, ao longo dos anos, fortaleceu uma caminhada de fé que permanece até hoje.
Em 2024, Edilene foi batizada e tornou-se membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Atualmente, ela participa das atividades da igreja ao lado das filhas Laís e Luiza.
Enquanto Luiza integra o Clube de Aventureiros, Laís segue nos Desbravadores, dando continuidade à história iniciada pelos irmãos.


