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Esportes

Operário repudia invasão e falas preconceituosas contra MS “vocês moram na roça"

A partida entre o clube campo-grandense e o ASA de Alagoas terminou em confusão após classificação do Galo

Por Judson Marinho | 27/02/2026 18:12
Operário repudia invasão e falas preconceituosas contra MS “vocês moram na roça"
Disputa de bola entre jogadores do ASA e Operário em partida válida pela 2ª fase da Copa do Brasil (Foto: Reprodução / Redação Agora Alagoas)

O polêmico jogo entre o Operário Futebol Clube e o ASA (Agremiação Sportiva Arapiraquense), pela segunda fase da Copa do Brasil, que terminou com a classificação do Galo, ainda gera repercussões referentes à invasão de campo e falas preconceituosas.

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O jogo entre Operário Futebol Clube e ASA de Alagoas, pela Copa do Brasil, terminou com polêmicas que ultrapassaram o campo esportivo. O Operário criticou a falta de segurança no estádio após torcedores invadirem o gramado e tentarem agredir jogadores. Além disso, o clube repudiou declarações preconceituosas atribuídas ao atleta Christian Lucca, do ASA, que teria menosprezado a origem rural dos adversários. A partida, vencida por 2 a 1 pelo Operário, foi marcada por confusões generalizadas, com cinco expulsões e agressões entre jogadores. A Polícia Militar interveio para garantir a segurança da delegação visitante.

Através de nota publicada nas redes sociais o clube sul-mato-grossense tornou públicas críticas à falta de segurança no Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, local do jogo realizado nesta quarta-feira (25), e declarações consideradas preconceituosas que foram proferidas por um jogador do ASA.

Um dos pontos levantados pela nota diz respeito a falas atribuídas ao atleta Christian Lucca, do ASA. Conforme o Operário, o jogador teria afirmado aos atletas sul-mato-grossenses: “Vocês moram na roça”, em referência ao fato de o clube ser de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A diretoria repudiou a declaração, classificando-a como preconceituosa e discriminatória. Para o Operário, o episódio ultrapassa os limites da rivalidade esportiva e configura preconceito social e cultural.

“Menosprezar a ‘roça’ é desrespeitar milhões de brasileiros que acordam cedo para produzir, alimentar e movimentar o país. O futebol exige respeito, responsabilidade e postura”, disse o clube na nota oficial.

O Operário também comentou sobre as imagens do final da partida amplamente divulgadas que mostram que, logo após o apito final, torcedores da equipe adversária invadiram o gramado com facilidade e sem contenção adequada, tentando agredir atletas do Operário.

O Galo afirmou que apenas a intervenção imediata da Polícia Militar do Estado de Alagoas garantiu a integridade física de jogadores, comissão técnica e dirigentes.

De acordo com o Operário, a delegação recebeu escolta oficial no deslocamento de retorno até Maceió, assegurando a segurança do grupo. Na avaliação da diretoria, segurança é requisito “mínimo, indispensável e inegociável” para qualquer evento esportivo oficial. “Situações como a vivenciada não podem e não devem se repetir”, destacou o clube.

Confusão em campo - A classificação do Operário para a terceira fase da Copa do Brasil ficou marcada por um cenário que extrapolou o futebol. A partida que terminou com o placar de 2 a 1 para o Operário teve ao final do jogo uma confusão generalizada com cinco jogadores expulsos e registro de “diversas agressões” dentro de campo.

Dos cinco atletas expulsos, quatro são do ASA, e um expulso é jogador do Operário, trata-se do zagueiro Jonilson Silva Sena, por "desferir uma voadora na tentativa de agredir um jogador do time adversário", descreveu a súmula.

O árbitro relatou que, logo após o apito final, quando a equipe de arbitragem ainda estava na parte central do gramado, próximo à linha lateral, houve invasão de atletas e membros das comissões técnicas das duas equipes. Enquanto o time visitante comemorava a classificação, iniciou-se uma confusão envolvendo jogadores de ambos os lados.

A súmula aponta ainda que torcedores invadiram o campo e que houve arremesso de objetos em direção à equipe de arbitragem quando ela se dirigia ao túnel de acesso aos vestiários. O policiamento interveio e controlou a situação.