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Plano para Morenão ajusta capacidade de público com foco na segurança

Capacidade de público foi reduzida de 44,2 mil para 28,6 mil pessoas; plano de segurança, feito pela Cosenge, foi entregue ao Corpo de Bombeiros

Por Amanda Bogo | 09/12/2016 09:15
Rampa que dá acesso a uma das entradas do Estádio Morenão (Foto: Fernando Antunes)
Rampa que dá acesso a uma das entradas do Estádio Morenão (Foto: Fernando Antunes)

Mais de 28 mil torcedores poderão acompanhar os jogos que serão realizados no Estádio Morenão após as reformas previstas no local. A capacidade foi determinada após elaboração do Projeto de Segurança contra Incêndio e Pânico, pela Cosenge Engenharia de Incêndio, que prevê adaptações na revisão no sistema preventivo de incêndio, saídas de segurança e no guarda-corpos.

De acordo com Mário César Lemos Borges, engenheiro civil e diretor da Cosenge, contratada pela FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) para elaborar o documento, a capacidade máxima do estádio será de 28.675 pessoas, redução de 35% frente a lotação máxima oficial, de 44.200. Foram três os pontos principais do plano de segurança: cálculo da capacidade máxima de público, sistema preventivo de incêndio e estruturas de guarda-corpos, para prevenir queda de torcedores de pontos altos.

“O primeiro trabalho foi de verificar e avaliar se as saídas do Morenão tinham largura para a quantidade de público estimada, porque é inviável criar novas saídas. Depois fizemos revisão do sistema preventivo de incêndio, vendo a quantidade de hidrantes, se ela era suficiente e adicionando novos postos, além de sinalização, de forma que as pessoas no estádio estejam sempre a 15 metros de uma placa que indica rota de fuga”, explicou Mário.

Para o engenheiro civil, a principal falha encontrada no Morenão foi a falta de proteção para evitar riscos de quedas. “Por conta dos desníveis, e por lá ter fossos, a falta de guarda-corpos foi o ponto mais crítico. As pessoas poderiam em um descuido cair de um nível para outro. A norma hoje exige que essas estruturas tenham um metro e dez centímetros, e lá tinha casos com 40 a 50 centímetros só. Colocamos proteção em todos os locais que as pessoas poderiam sofrer uma queda”, afirmou.

O projeto foi protocolado no Corpo de Bombeiros na quinta-feira (8). Após avaliação e aprovação, as adaptações previstas poderão ser realizadas. "O documento final será o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros, que atestará que o Estádio pode ser ocupado. As normas de vigência de Mato Grosso do Sul são iguais a de São Paulo, que é a melhor e mais abrangente do Brasil. São normas que regem o Morumbi, o Maracanã. Aplicamos toda a legislação nacional de segurança. No momento que for implantado, o estádio terá toda a segurança necessária aos usuários”, finalizou.

As obras no Morenão começaram no dia 2 deste mês, e a previsão é de que seja concluída em cinco semanas, segundo o reitor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), professor Marcelo Augusto Santos Turine, informou recentemente em entrevista ao Campo Grande News.

Panorama do estádio Morenão (Foto: Fernando Antunes)
Panorama do estádio Morenão (Foto: Fernando Antunes)
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