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Esportes

Yeltsin faz história, quebra recorde e conquista 100º ouro do Brasil

O atletismo e a natação são as modalidades que puxam o desempenho do país em busca dos 100 ouros

Por Nyelder Rodrigues | 30/08/2021 22:54
Yeltsin Jacques ao lado de seu guia, na conquista de mais um ouro para o Brasil e MS. (Foto: Helano Stuckert/Rede doEsporte)
Yeltsin Jacques ao lado de seu guia, na conquista de mais um ouro para o Brasil e MS. (Foto: Helano Stuckert/Rede doEsporte)

Valeu mais que um ouro. Para o atleta, já são dois. Para o Brasil, o 100º. O fundista campo-grandense Yeltsin Jacques, mais uma vez, superou todos os adversários e terminou no lugar mais alto do pódio nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Ele conquistou sua segunda medalha dourada, nesta noite de segunda-feira (30).

De quebra, Yeltsin ainda fez história ao bater o recorde mundial do atletismo na corrida dos 1.500 metros na casse T11 - que envolve pessoas com deficiência visual. Ele se tornou o mais rápido do mundo com o tempo de 3min57s60.

Yeltsin Jacques voltou a alcançar o lugar mais alto do pódio na Paralimpíada de Tóquio (Japão). Na noite desta segunda-feira (30), no Estádio Olímpico, ele venceu os 1500 metros (m) da classe T11 (de pessoas com deficiência visual), com o tempo de 3min57s60, e garantiu o recorde mundial da prova.

A conquista teve um significado especial para o Brasil, pois foi o 100º primeiro lugar do pódio conquistado pelo país em Paralimpíadas. O primeiro ouro brasileiro no megaevento esportivo foi alcançado na edição de 1984, em Nova York.

Naquela edição, a medalha veio graças ao desempenho com Márcia Malsar nos 200 metros. Ao todo, os brasileiros já alcançaram 336 medalhas em Paralimpíadas, somando em todas as edições 100 ouros, 119 pratas e 117 bronzes.

"Hoje de manhã o Bira [atleta-guia de Yeltsin] comentou sobre a 100ª medalha de ouro do Brasil em Jogos Paralímpicos e isso deu uma motivação especial. Ele disse que a gente iria fazer história mais uma vez", declarou após a prova.

Yeltsin já havia alcançado outro ouro no Japão, na prova dos 5.000 metros da classe T11. Hoje, ele superou o japonês Shynia Wada, que com o tempo de 4min05s27 ficou com a prata e o russo Fedor Rudakov, bronze com 4min05s55.

Batizado com esse nome por causa do ex-presidente russo Boris Yeltsin, o paratleta campo-grandense ficou a dois segundos de bater o recorde mundial dos 5.000 metros na quinta-feira (26) passada, data do primeiro ouro. O recorde é de 3min58s37. No sábado (4), ele ainda disputa a maratona da classe T12.

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