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Após bancar acampamento, pecuarista doa para Contar

Por Ângela Kempfer | 03/09/2026 05:00
Após bancar acampamento, pecuarista doa para Contar
Acampamento em frente ao CMO, em Campo Grande, em 2022 (foto: arquivo)

Do quartel à campanha - Um dos financiadores da campanha de Capitão Contar ao Senado aparece em documentos da Sejusp encaminhados ao STF como liderança dos acampamentos montados diante de quartéis em Mato Grosso do Sul após as eleições de 2022. O pecuarista Renato Nascimento Oliveira doou R$ 15 mil ao candidato, segundo a prestação de contas registrada na Justiça Eleitoral. Na época, os manifestantes contestavam a vitória de Lula e defendiam uma intervenção militar. Quase quatro anos depois, Renato reaparece nos registros oficiais, agora ajudando a financiar uma candidatura ao Senado.

Vídeos mantidos - Lídio Lopes tentou tirar do Instagram cinco vídeos publicados pelo adversário Bruno Ortiz Barbosa, mas não conseguiu, pelo menos por enquanto.  A Justiça Eleitoral entendeu que faltaram provas robustas para mandar apagar o conteúdo imediatamente. Lídio apresentou os links, mas não anexou os vídeos ao processo. A decisão não declara as postagens verdadeiras nem regulares. Bruno ainda será ouvido e o mérito será julgado depois.

Verniz - A Justiça Eleitoral multou site de notícias em R$ 5 mil por uma publicação que colocou Fábio Trad e familiares ao lado de “Du Mato”, condenado por tráfico. Para o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, a montagem tentou sugerir uma ligação da família com o crime organizado sem apresentar provas.

Longe demais - Ocorre que Fabiana Trad, filha de Fábio, atua como advogada de “Du Mato”, mas a Justiça considerou que o portal distorceu esse fato para atacar o então pré-candidato ao governo. O conteúdo foi retirado no prazo, livrando o site da multa diária, mas não da condenação por propaganda eleitoral antecipada negativa. Ainda cabe recurso.

Investigando o investigado - A Sesau criou uma comissão de sindicância para investigar indícios de irregularidades registrados em processo administrativo. Três servidores foram escalados para a apuração e terão 30 dias para apresentar relatório conclusivo. A resolução não explica do que trata o processo administrativo, quais irregularidades foram identificadas nem quem estaria envolvido, mas indica suspeita sobre quem investiga.

Críticas em sintonia - O presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, seguiu a mesma linha de Tereza Cristina (PP-MS), que votou contra o fim da escala 6x1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Ambos dizem apoiar a redução da jornada, mas criticam a imposição de uma regra única e alertam para aumento de custos, preços e contratações.

Pressa eleitoral - A proposta existe desde 2019, mas avançou rapidamente no Senado: chegou em 28 de maio, foi enviada à comissão em 21 de agosto e aprovada em 2 de setembro, sem audiências públicas nessa etapa. Tereza reclamou da falta de discussão. Longen foi mais incisivo e afirmou que o calendário foi encurtado para transformar a medida em discurso eleitoral.

Nome social - Os vereadores votarão hoje o projeto que garante a pessoas trans, travestis e não-binárias o uso do nome social em lápides e jazigos de cemitérios da Capital, além de documentos municipais relacionados ao óbito. Nas lápides, deverá constar apenas o nome social, que também ficará em destaque nos registros. A regra valerá para óbitos ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2026. A proposta é do vereador Jean Ferreira (PT).

Respeito final - O texto também prevê que os órgãos municipais adotem o nome social nos procedimentos de sepultamento, cremação e tanatopraxia, além de respeitarem a aparência e as roupas usadas pela pessoa no fim da vida. A família poderá solicitar a inclusão a qualquer momento. O descumprimento poderá resultar em multa de dez salários mínimos, destinada ao custeio de políticas de promoção dos direitos das pessoas trans e de combate à transfobia. A redação, porém, é ambígua quanto aos cemitérios particulares, pois parece alcançar todos os locais responsáveis por sepultamentos, mas não deixa claro se as empresas privadas estarão sujeitas à regra e à multa.