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Interior

Presos com 30 fuzis negociavam venda de arsenal ao Comando Vermelho

Senad diz que armas seriam levadas ao RJ; dupla teve prisão preventiva decretada

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 02/09/2026 21:21
Presos com 30 fuzis negociavam venda de arsenal ao Comando Vermelho
Momento em que os irmãos eram sendo levados hoje de manhã ao Palácio da Justiça, em Asunción. (Foto: Reprodução/Senad)

Os irmãos Blas Antonio Figueredo López, de 33 anos, e Fredy Alberto Figueredo López, de 38, negociavam 30 fuzis com o Comando Vermelho para abastecer comunidades do Rio de Janeiro (RJ) quando foram presos em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. Nesta quarta-feira (2), os dois passaram por audiência no Palácio da Justiça, em Asunción, e tiveram a prisão preventiva decretada. A informação sobre o destino do arsenal foi confirmada pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas).

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Dois irmãos paraguaios foram presos em Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, negociando 30 fuzis com o Comando Vermelho para abastecer comunidades do Rio de Janeiro. Blas López, 33, e Fredy López, 38, tiveram prisão preventiva decretada em Assunção. O arsenal, avaliado em R$ 1,55 milhão, estava escondido em uma caminhonete e incluía fuzis alemães e espanhóis, além de três quilos de maconha.

A dupla foi levada pela manhã ao Juizado de Garantias sob escolta. Com a decisão, os irmãos continuarão presos enquanto a investigação avança sobre a origem das armas e a negociação com integrantes da facção brasileira.

Blas e Fredy foram detidos no domingo (30), em uma casa no Bairro Virgem de Caacupé, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande. No imóvel, agentes encontraram 20 fuzis G3 calibre 7,62 x 51 mm, de procedência alemã, e dez fuzis Cetme do mesmo calibre, fabricados na Espanha.

O arsenal estava escondido entre gêneros alimentícios na carroceria de uma caminhonete Ford Ranger. Segundo a investigação, o veículo seria usado para transportar as armas até o Brasil. Os 30 fuzis foram avaliados em pelo menos US$ 300 mil, equivalente a cerca de R$ 1,55 milhão.

A Senad aponta Blas como responsável por um grupo que envia armas de grosso calibre e drogas ao mercado brasileiro. A organização usaria principalmente os trechos de fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã e entre Bella Vista Norte e Bela Vista.

Além dos fuzis, foram apreendidos carregadores, acessórios para as armas, cinco cartuchos calibre 38 e três quilos de maconha de alta potência divididos em pequenas porções. A suspeita é de que a droga servisse como amostra para a negociação de carregamentos maiores.

Os agentes também encontraram 6,8 milhões de guaranis, R$ 250, três celulares, duas placas de veículos e documentos. Na segunda-feira (31), o arsenal foi entregue à Digemabel (Direção Geral de Material Bélico), órgão das Forças Armadas paraguaias responsável pelo controle de armas, munições e explosivos.

A apreensão também é investigada por possível ligação com outros 20 fuzis encontrados em 29 de julho, em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná. Na ocasião, as armas estavam no carro do policial paraguaio Tomás Alcides Trinidad Flecha, de 37 anos. Aquele carregamento também teria como destino o Rio de Janeiro.