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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Maio de 2018


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11/05/2018 06:00

Assassinato no Centro gera debate na Câmara

Marta Ferreira

Assunto complicado - O assassinato cometido por dependente químico que vivia no Centro de Campo Grande, no começo da semana, continua rendendo polêmica, por expor a situação complexa dos moradores de rua da cidade. Ontem, o tema movimentou debates entre os vereadores da Capital.

Apoio – A maioria dos discursos foi em defesa de ação recente do Poder Público, que levou para a delegacia de Polícia Civil mais de 100 pessoas, entre elas o rapaz preso pelo assassinato de segunda-feira. “O autor foi identificado graças a este trabalho da polícia”, afirmou o vereador Wellington de Oliveira (PSDB), que é delegado.

Crítica – A fala dele, além de apoiar a ação policial, foi uma crítica à Defensoria Pública, que pediu explicações às autoridades envolvidas na ação que fichou os moradores de rua. “Que cada macaco fique no seu galho comendo banana”, chegou a dizer.

Ideia – O colega Valdir Gomes (PP) foi além. Sugeriu a criação de uma comissão para visitar a defensora “para mostrar a realidade de Campo Grande, porque discurso não vai resolver mais nada”.

Reflexão – Ainda no tema, Wellington de Oliveira comentou que é preciso ter ações para mudar o quadro. Ele questionou o fato de não haverem políticas públicas “perspicazes” para combater o problema.

Sugestão - Wilson Sami, do PMDB, citou que foi autor de projeto para criar Secretaria Antidrogas, uma vez que boa parte dos moradores de rua são usuários de droga. Ele comentou que o é “dissolvido” entre as secretarias da área social e de saúde da Prefeitura.

Cadê? - Aflito por ter perdido momentaneamente projeto que deveria avaliar, o vereador Valdir Gomes (PP) reclamou em plenário de que alguém só poderia ter surrupiado o documento. "Deram a Elza", simplificou, usando uma gíria conhecida na comunidade LGBT.

Calendário rígido – Presidente do PSB em MS, o deputado federal Elizeu Dionizio reforça que uma definição sobre o futuro do partido nas eleições em Mato Grosso do Sul deve ser definido “em julho e somente em julho”. Dionizio já havia erguido essa bandeira em reunião com vereadores do partido, realizada antes de Joaquim Barbosa desistir de disputar a Presidência da República.

Cronograma – Elizeu afirma que o projeto do PSB no Estado envolvia a reconstrução do partido no interior, reconstituindo Executivas municipais, e “reorganizar na Capital”. E garante: “não há nenhum posicionamento ou aproximação diferenciada” com Reinaldo Azambuja (PSDB), André Puccinelli (PMDB) ou Odilon de Oliveira (PDT).

Quinzenal – Portaria assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Divoncir Maran, altera a partir de 4 de junho a frequência de reuniões do Órgão Especial, que de semanal passa a ocorrer na primeira e na terceira quarta-feira de cada mês, às 14h, ou em caráter extraordinário, mediante convocação. O presidente do TJMS justificou a medida com a necessidade de readequações na frequência do Órgão Especial, focando a produtividade, otimização e celeridade no trabalho.

(Com Kleber Clajus e Humberto Marques)

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