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Jogo Aberto

Atlas coloca MS como fonte da pauta armamentista

Por Mylena Fraiha e Jhefferson Gamarra | 27/05/2026 06:00

Monotemático - O recorte do Atlas da Violência 2026 sobre propostas relacionadas às armas de fogo mostra que Mato Grosso do Sul ganhou protagonismo no tema dentro da Câmara dos Deputados. Entre as 53 propostas identificadas pelo estudo como voltadas a ampliar ou facilitar o acesso legal às armas em 2025, o documento aponta “concentração significativa” na atuação do deputado federal Marcos Pollon (PL).

Arma para geral - O parlamentar aparece como autor de projetos que buscam ampliar o porte para diferentes grupos, como produtores rurais, professores, médicos, veterinários, motoristas de carga, registradores e até moradores de cidades com altos índices de homicídios. Outro parlamentar de MS citado no levantamento é o deputado federal Beto Pereira (Republicanos), autor de proposta voltada à ampliação do porte para defensores públicos.

Fácil acesso - O Atlas também mostra que a atuação de Marco Pollon não ficou restrita à ampliação do porte. Entre as propostas listadas estão medidas para incentivar economicamente o setor, como isenção tributária para o tiro esportivo, subsídios para compra da primeira arma, criação do programa “Minha Primeira Arma”, uso do FGTS para aquisição de armamentos e benefícios para empresas ligadas ao segmento.

Bate-boca no plenário - A Câmara Municipal rejeitou, por 15 votos a 2, a moção de repúdio de Luiza Ribeiro (PT) contra Rafael Tavares (PL), após fala do vereador sobre caminhada do ato da luta antimanicomial. Luiza acusou Tavares de tratar a mobilização como “piada”, chamar manifestantes de “desocupados” e comparar pessoas em situação de rua e dependentes químicos a “bichos”.

Atlas coloca MS como fonte da pauta armamentista
Tavares e Luiza frente a frente durante bate boca na Câmara

Insultados - Na defesa da moção, Luiza disse que Tavares insultou pacientes, trabalhadores da saúde mental e participantes da caminhada. “Imunidade parlamentar não dá direito de ofender todo mundo”, afirmou, dizendo que retiraria o pedido se ele apagasse o vídeo e pedisse desculpas. Tavares rebateu que a vereadora “mente” e distorceu sua fala. Segundo ele, chamou de “piada” o ato ocorrer numa segunda de manhã, e não a pauta. Também disse que a comparação com “bicho” era uma crítica à forma como essas pessoas são tratadas.

Defesa do coleguinha - Ana Portela (PL) defendeu Tavares e disse que vereadores têm liberdade para se manifestar nas redes sociais. Para ela, a Câmara deveria se ocupar de “problemas mais sérios”. Victor Rocha (PSDB), embora tenha votado contra a moção, criticou a fala de Tavares e defendeu a política antimanicomial. Marquinhos Trad (PV) também rejeitou a proposta, alegando que o Legislativo é espaço de divergência, não de censura. Carlão (PSB) disse que só apoiaria moções de repúdio em “casos extremos”.

Pé direito - Depois de uma cerimônia de posse simples na presidência da Assembleia Legislativa, o deputado estadual João César Mattogrosso (PSDB), fez questão de entrar no plenário com o pé direito. Essa é a segunda vez que o tucano assume o mandato nessa legislatura. Apesar de criticar a demora de 3 anos e meio da decisão da Justiça eleitoral, João César prefere a teoria do copo meio cheio. “eu prefiro acreditar que a gente é sortudo sim que nada acontece se não for da vontade de Deus”, disse.

Tímido - Mais uma vez o nome completo do Estado foi esquecido. Durante a abertura do 49º Congresso de Zoológicos e Aquários do Brasil, a presidente da AZAB, Mara Cristina, esqueceu do complemento “DO SUL”. Apesar do erro clássico incomodar a plateia, que murmurou entre si o “DO SUL”, a visitante não foi corrigida nem pela plateia, nem pelas autoridades que falaram na sequencia.

Seguirá preso – O juiz Waldir Peixoto Barbosa, substituindo na 4ª Vara Criminal de Campo Grande, manteve a prisão do advogado Rhiad Abdulahad, um dos alvos da Operação Successione, desencadeada em novembro do ano passado e que resultou na prisão de membros da família Razuk. A alegação de que tem filho menor de 12 anos não mudou a situação do advogado. O juiz considerou que a necessidade da prisão já tinha sido analisada suficiente tanto pelo titular da vara quanto por desembargadores do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Homenageado - A Câmara Municipal de Campo Grande também homenageou o ex-vereador Edil Albuquerque com a Medalha “Destaques da Década de Reconhecimento – Juvêncio César da Fonseca”. A honraria foi proposta pelo vereador André Salineiro (PL), e Edil recebeu elogios de parlamentares durante a sessão. “É um ícone da política, tive a honra de ser vereador com Edil”, afirmou Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). Edil foi eleito vereador pela primeira vez em 1997, exerceu cinco mandatos consecutivos, presidiu a Casa entre 2007 e 2008 e também ocupou o cargo de vice-prefeito de Campo Grande na gestão de Nelson Trad Filho (PSD), entre 2009 e 2012.