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Jogo Aberto

Servidor pode pedir voto, mas só depois de bater o ponto

Por Ângela Kempfer | 11/07/2026 07:00

Presta atenção - O recado foi dado dentro de casa: servidor pode ter candidato, pedir voto e fazer campanha, mas só depois de bater o ponto. O promotor Moisés Casarotto, coordenador do Núcleo Eleitoral do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), esteve nesta sexta-feira (10) na Assembleia Legislativa e explicou que usar o expediente para fazer propaganda eleitoral pode render punição não apenas ao funcionário, mas também ao candidato beneficiado.

Vigilância não falta - Casarotto foi convidado pela Alems para a conversa com os funcionários que, na visão dele, têm colaborado, mesmo que seja para prejudicar outro. Ele lembra que as denúncias costumam partir principalmente dos próprios adversários. Como resumiu o promotor, o principal fiscal de um candidato é o outro candidato. Em ano eleitoral, vigilância é o que não falta.

Resposta - O deputado federal Beto Pereira rebateu a prefeita Adriane Lopes após nota publicada ontem no Jogo Aberto, em que ela afirmou que ele foi o único parlamentar a não destinar emendas diretamente à Prefeitura de Campo Grande. Beto confirmou que não enviou recursos ao Município, mas disse que tomou essa decisão por considerar a atual gestão ineficiente e incapaz de aplicar corretamente o dinheiro público. Segundo ele, as emendas foram destinadas diretamente a hospitais e entidades da Capital.

Farda nova - A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública abriu o bolso para renovar o fardamento. Dois contratos assinados na terça-feira (7) somam R$ 2,39 milhões e têm vigência de um ano. A maior fatia, de R$ 1,77 milhão, ficou com a R. O. S. Confecções Ltda. Outros R$ 616,3 mil serão pagos à Mandala Confecções Ltda. Os extratos não detalham, porém, quais peças serão compradas nem quantos uniformes serão entregues.

Menos e mais - Mato Grosso do Sul registrou queda de 3,6% na produção industrial em maio de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado foi o quarto pior entre os 18 locais pesquisados pelo IBGE, atrás de Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte. Apesar da retração mensal na comparação anual, o desempenho acumulado do Estado segue positivo. Entre janeiro e maio de 2026, a indústria de MS cresceu 5,3%, o quarto maior avanço entre os locais pesquisados.

Mais uma pra conta - A Justiça Eleitoral subiu o tom contra o deputado estadual e pré-candidato ao governo João Henrique Catan ao mandar retirar, em até 24 horas, um vídeo impulsionado contra o governador Eduardo Riedel. O juiz Fernando Bonfim Duque Estrada afirmou que a publicação, batizada de “Trans direita”, teria extrapolado a crítica política, usado montagem para criar uma narrativa de “dissimulação ideológica” e buscado “inflamar ânimos e acirrar extremismos”. Segundo a decisão, Catan gastou entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil para impulsionar o conteúdo, que alcançou de 200 mil a 250 mil impressões.

Volta às urnas - A prefeita Adriane Lopes (PP) autorizou o afastamento da professora Ivanise Maria Rotta para disputar as eleições de 2026. Servidora efetiva da Reme (Rede Municipal de Educação), Ivanise já comandou a Divisão de Educação para o Trânsito da Agetran e, em 2024, tentou uma vaga na Câmara Municipal como "Professora Ivanise", mas não se elegeu. A licença vai de 1º de julho a 4 de outubro, conforme prevê a legislação eleitoral.

De toga nova - Nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Douglas de Oliveira Santos tomou posse como juiz substituto do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) para o biênio 2026 a 2028. A cerimônia ocorreu em 8 de julho, no gabinete da presidência da Corte, em Campo Grande. Na função, ele poderá ser convocado para substituir membros titulares em julgamentos e outras atividades do tribunal.

Sem papel - Processo administrativo da Prefeitura aberto há 10 anos, com pilhas de documentos e vários volumes, poderá finalmente deixar de circular de mesa em mesa. Novo decreto permite que processos físicos de órgãos da administração municipal passem a tramitar no meio digital, pelo SEI-CG (Sistema Eletrônico de Informações de Campo Grande), sem a necessidade de escanear cada página acumulada ao longo dos anos.

Obsoleto - Só os documentos essenciais para entender o caso e dar continuidade à análise precisam entrar no sistema. Depois da mudança, o processo em papel fica parado e serve apenas para consulta, enquanto toda nova movimentação passa a ocorrer no ambiente digital. A migração não será obrigatória nem imediata para todos os casos e poderá ocorrer aos poucos, conforme a estrutura de cada órgão.