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Jogo Aberto

Câmara já esta em ritmo de Carnaval

Por Ângela Kempfer | 21/02/2020 06:00
Sessão da Câmara na quinta-feira, última antes da Quarta-Feira de Cinzas. (Foto: Divulgação/ Izaias Medeiros)
Sessão da Câmara na quinta-feira, última antes da Quarta-Feira de Cinzas. (Foto: Divulgação/ Izaias Medeiros)

Ritmo de Carnaval - A Câmara de Vereadores não vai ter expediente na terça-feira e vai seguir o calendário da prefeitura. Ou seja, o trabalho só volta na Quarta-Feira de Cinzas. Mas na sessão de quinta-feira, o clima já era de folga. Às 9h45, apenas 8 vereadores estavam na sessão, que deveria começar às 9h.

Maluco - "Não posso deixar passar", anunciou o vereador André Salineiro (PSDB) ao comentar a confusão envolvendo o senador Cid Gomes, que foi baleado ontem, em meio a um protesto de policiais em Sobral, no Norte do Ceará. "É mais mais maluco que o irmão", atacou, se referindo a Ciro Gomes, candidato à presidência em 2018.

Imagine você - Na opinião de Salineiro, a pessoa que atirou contra o senador "fez certíssimo". Cid pilotava uma retroescavadeira e tentava derrubar um portão em um bloqueio feito por policiais em uma base militar, quando foi atingido. "Eu estou do lado dos policiais. Imagine você lá, e uma retroescavadeira vir na sua direção", justificou.

Pé de guerra - O deputado Pedro Kemp (PT) ganhou outro rival no embate sobre a questão indígena em Mato Grosso do Sul. Ontem, brigou feio com João Henrique Catan (PL)  ao discursarem sobre os direitos dessas comunidades. Até agora, o maior opositor de Kemp sobre o assunto era Zé Teixeira (Dem).

Coisa de índio - Catan meteu a colher em legislação alheia e defendeu que era preciso tirar o artigo 231 da Constituição Federal que tem o seguinte texto: "São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens". Para Catan, seria a única forma de dar mais "independência" aos índios.

Nervoso - O sangue ferveu e o petista contestou com indignação evidente a posição do colega. "Me sinto agredido, porque desta vez você extrapolou. Quer revogar o artigo? Maior absurdo que já ouvi aqui na Assembleia", revidou.

Esquimó - Kemp reclamou que o colega quer transformar os índios em "capitalistas", para vender soja e produzir em larga escala. "Eles têm o direito de ser índio, manter sua língua, cultura e costumes. Quer que esqueça de tudo isto? O senhor gostaria de deixar sua cultura para ser esquimó na Antártida?", questionou o petista.

Tô fora - Após sair do Grupo de 11 deputados, o G-11, João Henrique Catan (PL) garante que não pretende entrar em outro bloco na Assembleia Legislativa, adotando uma postura "independente". Após a decisão, poderá ficar de fora de todas as comissões da Casa de Leis, inclusive, da pasta de "Orçamento", no qual era presidente no ano passado. "Vou discutir os projetos no plenário quando chegarem".

Cada um na sua - O líder do G-11, Londres Machado (PSD), lamentou a saída de João Henrique Catan (PL) do grupo político. No entanto, comenta que não vai contestar a decisão do colega. "Cada um tem suas razões e devemos respeitar". Disse ainda que quando vê a atuação do colega na tribuna, lembra de si próprio jovem, ao iniciar a vida política.