Ministro passa calor, mas não desafina em “Evidências”
Junto e misturado - O voo de Brasília a Campo Grande na manhã desta quinta-feira (5) foi movimentado por energias opostas. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, nome forte da extrema esquerda, desembarcou junto da senadora Tereza Cristina (PP), ícone político da extrema direita.
Articulação ainda - Questionada sobre as mudanças previstas na janela partidária, a sul-mato-grossense afirmou que se reuniu em São Paulo com Gilberto Kassab (PSB), mas garantiu que articulações regionais, como a filiação do titular da Semadesc, Jaime Verruck (PSD), não foram debatidas. “Existem conversas, sim. Estamos em uma fase de formação de chapa. Ele é um ótimo nome, muito bem-vindo ao PP, mas isso está sendo construído”, disse. Tereza reforçou que todos são aliados e que ainda estão fazendo a matemática para a construção da chapa.
Calorão - O calor de quase 30°C não estava nos planos do ministro Boulos e olha que ele nem viu do que Campo Grande é capaz no quesito temperaturas altas. Nas primeiras horas em Mato Grosso do Sul, ele suou a camisa. O ministro comentou ter ficado admirado ao ver o deputado estadual Pedro Kemp (PT) usando terno completo durante a feira da cidadania, no Parque do Lageado, evento organizado pelo Governo Federal. A explicação para o visual foi que Kemp saiu direto da sessão na Assembleia para a agenda.
Bom téras - Em meio à movimentação, equipe do vereador Landmark Rios (PT) ofereceu um tereré a Boulos. Ele aceitou, tomou alguns goles e teve uma espécie de epifania regional. Disse que agora entendia como as pessoas conseguem aguentar o calor por aqui. “É só assim para aguentar”, resumiu. O tereré, aliás, acabou entrando no discurso. Boulos comentou que demoraram para lhe oferecer a bebida. Mas o ministro não desanimou e, inclusive, puxou o coro da música Evidências. durante apresentação de crianças.
Política não - Questionado sobre a possibilidade de reuniões para discutir o cenário eleitoral e a formação de palanque em Mato Grosso do Sul, o ministro Guilherme Boulos afirmou que esse não é o objetivo da visita ao Estado. Segundo ele, não há agenda para tratar de política partidária local nem discussões sobre construção de chapa. “O foco aqui é discutir ações do governo. Não cabe tratar de palanque ou articulação partidária”, afirmou.
E o Lula? - O ministro também foi questionado sobre a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitar Mato Grosso do Sul em 2026. Em um primeiro momento, Boulos ponderou que a agenda presidencial é complexa, especialmente diante de compromissos internacionais previstos para os próximos meses, como viagens e reuniões no exterior. Mas disse que há expectativa de que Lula consiga incluir uma visita ao Estado ainda neste ano.
Portal - A Câmara Municipal de Campo Grande abriu contratação direta, por dispensa de licitação, para aquisição do sistema do portal institucional da Casa, com valor estimado em R$ 61,6 mil e data de realização marcada para 10 de fevereiro. Mesmo sem licitação tradicional, foi aberto prazo de três dias para envio de propostas por e-mail, vencendo a empresa que apresentar o menor preço global.
Treinamento - A Casa também autorizou contratação direta por inexigibilidade para o pagamento de R$ 19,8 mil referentes a 20 inscrições no seminário “Ano Legislativo em Foco: Planejamento, Segurança Jurídica e Atuação do Vereador em Ano Eleitoral”. O contrato foi firmado com a Unecta Eventos Ltda, com endereço no Bairro Santa Fé, utilizando verba destinada à capacitação. .
Pouca comida - Uma empresa com endereço no bairro Monte Castelo, em Campo Grande, foi condenada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a devolver dinheiro público após falhas na execução de um contrato para fornecimento de refeições a presos da Penitenciária Federal da Capital. A decisão consta em acórdão aprovado pela Primeira Câmara do tribunal, que analisou contrato firmado em 2015 com recursos do Fundo Penitenciário Nacional.
Multa - O TCU considerou irregulares as contas da APL Comércio e Serviços Eireli, que não conseguiu comprovar a correta aplicação dos valores, e determinou a devolução de R$ 161,3 mil, além de multa de R$ 30 mil. Servidores e demais envolvidos foram isentados de responsabilidade direta, com contas aprovadas com ressalvas. Caso a empresa não efetue o pagamento, o débito poderá ser cobrado judicialmente.

