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Candidato ao governo diz que já perdeu eleição por "soberba"

Por Fernanda Palheta e Mylena Frahia | 08/09/2026 05:00

Derrota assumida - Delcídio do Amaral afirmou que a soberba e a abstenção pesaram na derrota para Reinaldo Azambuja, então no PSDB, em 2014. Segundo ele, após oito anos percorrendo o Estado como senador, passou a acreditar que a campanha estava consolidada e chegou a ter 70% dos votos. Acrescentou que o excesso de confiança fez com que "deixasse problemas para depois," "ouvisse mal integrantes do grupo" e "errasse na formação das chapas". “Eu que errei, eu que perdi a eleição”, reconheceu.

Sumida - Uma ausência chamou atenção no Desfile de 7 de Setembro, da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP). Entre as autoridades presentes no palanque estavam o governador e candidato a reeleição, Eduardo Riedel (PP), e a madrinha da prefeita, a senadora Tereza Cristina (PP). A prefeita também não participou do evento encabeçado pelo marido, o deputado estadual e candidato a reeleição, Lídio Lopes (Avante), realizado ontem no Bioparque. A última agenda pública da prefeita foi na véspera do aniversário de Campo Grande.

Base presente — Apesar de a prefeita não ter comparecido ao evento convocado pelo marido, o deputado estadual Lídio Lopes, o alto escalão municipal apareceu em peso. Também esteve no local o filho mais velho do casal, Matheus Nogueira Lopes, para apoiar o pai. Entre os presentes estavam Darci Caldo, secretário especial de Articulação Regional; Paulo da Silva, diretor-presidente da Agereg; José Mário Antunes da Silva, assessor especial da Sefaz; Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli, secretária-adjunta de Saúde; Ciro Vieira Ferreira, diretor-presidente da Agetran; e Valdir Gomes, secretário-executivo de Cultura.

Ausência 2 - Em pleno ano de campanha, o candidato ao governo pelo PT, Fábio Trad, também faltou ao evento mais tradicional da esquerda no Dia da Independência: o grito dos excluídos. O petista justificou a ausência pelos compromissos eleitorais, como gravação de propaganda. Apesar da falta, no ano passado, recém filiado ao PT, Fábio participou da edição que foi marcada por confusão.

No palanque - Longe do corpo a corpo nas arquibancadas do 7 de Setembro, o ex-governador e candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL) acompanhou o desfile cívico militar do palanque oficial, ao lado de políticos como mandato como o senador Nelsinho Trad (PSD) e o deputado federal Luiz Ovando (PP). Apesar do local privilegiado, o candidato não ocupou as primeiras filas destinadas às autoridades, preferindo um local mais discreto e foi embora antes do encerramento do evento.

Copiou? - O grupo de apoiadores do presidenciável Augusto Cury (Avante) que participou do “Movimento Nacional de Pacificação”, em frente ao Bioparque Pantanal, em Campo Grande, levou uma caixa de som para tocar e ensinar o novo jingle do candidato. A música é uma adaptação do Rap da Felicidade, eternizado por Cidinho & Doca. A novidade, porém, veio cerca de um mês depois do “Rap do Lula da Silva”, inspirado no Rap do Silva e lançado em 26 de julho. Os apoiadores de Cury entraram no ritmo e cantaram trechos durante o ato.

Alvo de plástico - Apesar de esvaziado, o ato bolsonarista contra o STF (Supremo Tribunal Federal) investiu em carro de som e até um manequim careca, vestido de preto e coberto por um pano que simulava uma toga, para representar o ministro Alexandre de Moraes. No peito, o boneco trazia os dizeres “Fora Moraes, Lula e Toffoli”. O lema da manifestação era “Brasil vai derrubar os intocáveis”.

Candidato ao governo diz que já perdeu eleição por "soberba"
Bone com frase no peito: “Fora Moraes, Lula e Toffoli” (Foto: Osmar Veiga)

Calado - O deputado federal Luiz Ovando (PP) se recusou a responder aos questionamentos do Campo Grande News sobre as emendas destinadas a Rio Verde de Mato Grosso e o contrato de mais de R$ 1 milhão firmado pela prefeitura, sem licitação, com a empresa de seu filho, Luiz Alberto Ovando Filho. Durante a conversa, o parlamentar afirmou apenas que as emendas “não têm absolutamente nada a ver” com a contratação e disse que tratará do assunto juridicamente.

A reportagem - A reportagem publicada em 3 de setembro mostrou que Ovando destinou R$ 1.902.384,06 ao município entre 2024 e 2026, conforme dados do TCU (Tribunal de Contas da União). No mesmo município, a empresa de Ovando Filho mantém contrato de consultoria na área da saúde que, após aditivo e renovação, alcançou R$ 1.065.080,68.