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Jogo Aberto

Candidato do MDB ganha cabo eleitoral otimista

Por Aline dos Santos e Leonardo Rocha | 15/02/2020 07:00
Puccinelli ao lado de Márcio Fernandes durante reunião do MDB no sábado passado. (Foto: Fernanda Palheta)
Puccinelli ao lado de Márcio Fernandes durante reunião do MDB no sábado passado. (Foto: Fernanda Palheta)

Em campanha por tabela -  Márcio Fernandes, deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Campo Grande pelo MDB, ganhou “cabo eleitoral” de peso para sua campanha. Circula nos grupos de whatsapp mensagem do ex-governador André Puccinelli pedindo votos para seu correligionário.

Mensagem oculta - No áudio, Puccinelli diz que “realmente, neste momento” não pode ser candidato. Não explica a razão, mas deve estar se referindo as acusações de corrupção que o levaram a cadeia por 152 dias. O ex-governador também aproveita para informar que a escolha “foi por um nome que sempre honrou o partido”.

Entre amigos - Para convencer filiados do MDB a se engajarem na campanha, o ex-governador diz que Márcio Fernandes “é ligado a nós, companheiro, partidário e que não vai esquecer os amigos”. Puccinelli afirma que o pedido não é só dele: é do partido e cita alguns nomes emedebistas, como Simone Tebet, Junior Mochi e Waldemir Moka.

Previsão otimistaAndré Puccinelli também convoca os colegas de partido: “Vamos auxiliar Márcio Fernandes” para que ele consiga passar pelo primeiro turno. Na mensagem, o ex-governador afirma que se o deputado chegar ao segundo turno, “disputando mano a mano, vamos vencer as eleições em Campo Grande”, conclui.

Na expectativa - A deputada federal, Rose Modesto (PSDB) parece ansiosa pelo nome dos tucanos para disputa pela prefeitura de Campo Grande. No entanto, lembrou que vai ter de aguardar a decisão da legenda por quase 2 meses. "Eles disseram que a decisão vai sair no final de março". Ela garante que vai continuar no PSDB, independente da decisão.

Intimado - O diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, vai ser ouvido como testemunha de defesa de Pedro Carrilho de Arantes, denunciado por falsidade ideológica no famoso episódio em que desembargadora do Tribunal de Justiça foi buscar o filho no presídio de Três Lagoas. A Justiça tinha autorizado a transferência de Breno Fernando, filho de Tânia Borges, para uma clínica de luxo em São Paulo.

Falsário? - Segundo a promotoria, o diretor do presídio recebeu ordem de Carrilho autorizando a entrega do preso para a mãe, com base em parecer prévio da Procuradoria Jurídica da Agepen. A denúncia afirma que o documento jamais existiu e o denunciado falsificou o parecer. Carrilho se aposentou em junho do ano passado, após 40 anos de Agepen.

Próxima semana - Na ocasião, Aud destacou o empenho de Pedro Carrilho ao sistema prisional de MS. “Esta instituição será eternamente grata a você”. A videoconferência da Justiça com o diretor da Agepen será em 19 de fevereiro.

No motel - Na inauguração da reforma da Escola Estadual Lino Villachá, feita por detentos do semiaberto, a senadora Soraya Thronicke (PSL) contou que também emprega presidiários, inclusive, nos motéis da família. "Na empresa já passaram mais de 100 (presidiários) do semiaberto, a nossa contribuição é para incentivar outros empresários a fazer o mesmo. No nosso motel já contratamos inclusive 6 camareiras depois que cumpriram a pena por meio de CLT", revelou a parlamentar.

Parasitas - No mesmo evento, o juiz Albino Coimbra Neto, idealizador do programa em que colocou detentos para trabalhar na reforma de escolas, deu uma cutucada no ministro da Fazenda, Paulo Guedes. "Para que este projeto fosse para frente, houve um grande esforço dos servidores da educação, Judiciário e diversos setores. Os servidores de Mato Grosso do Sul passam longe de serem parasitas", disse o magistrado, sobre recente declaração do ministro.

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