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“Meu C é seu”: vereador recita funk ao criticar atração do Carnaval

Por Mylena Frahia, Kamila Alcântara e Fernanda Palheta | 13/02/2026 06:00

“Letra pornográfica” – A presença confirmada da funkeira Valesca Popozuda em um bloco de Carnaval de Campo Grande gerou a primeira “treta” entre as bancadas do PT e do PL durante sessão na Câmara Municipal. Para criticar a artista, o vereador André Salineiro (PL) citou trecho de uma música, sob a alegação de que a letra seria imprópria para crianças. “Construiu sua carreira com letras pornográficas que estimulam a hipersexualização”, afirmou, ao mencionar o trecho: “Meu C é seu, meu C é seu, quando você foi até o fim doeu”.

Proteção das crianças – Na sequência, o vereador Jean Ferreira (PT) saiu em defesa dos blocos de Carnaval e criticou a associação das festividades à sexualização infantil. “Quem sexualiza crianças é seu presidente, Jair Bolsonaro, que falou que pintou clima com menina de 14 anos e foi condenado por isso”, disparou. Ele também citou que 80% dos casos de violência contra crianças ocorrem dentro de casa. O petista afirmou ainda que o investimento no show de Valesca foi privado e que há equipes do Conselho Tutelar atuando no Carnaval, além da Polícia Militar, para garantir a segurança. “Não achou no Diário Oficial porque também é com recurso próprio; a vinda dela é com recurso próprio do bloco”, disse.

Verba – Em seguida, a vereadora Ana Portela (PL) criticou o uso de verba pública, ressaltando que a posição não era contrária ao Carnaval em si. “Se movimenta tanto a economia e se realmente há recursos, por que precisam de emenda para dar continuidade a isso? O que a gente está falando aqui é a bancada do PL em relação ao uso de recurso público. Ninguém está falando mal do Carnaval. A gente está dizendo que Campo Grande tem problemas sérios e poderia estar investindo esse recurso em outras pautas”, afirmou.

Dinheiro privado – A discussão ocorreu após fala de Silvana Valu, representante do ABC (Aglomerado de Blocos de Carnaval de Rua de Campo Grande), convidada por Jean para discursar na tribuna sobre a importância do Carnaval de rua. Ela reiterou que a contratação da artista foi feita com dinheiro privado e que o show não é voltado para crianças, que têm programação própria de matinê. “A atração que foi contratada veio com recurso próprio e vai se apresentar em um horário que não é destinado às crianças”, declarou.

Sem criminalização – Silvana também defendeu que os blocos têm direito a receber verba pública por se tratar de evento cultural que movimenta a economia. Segundo ela, a cada R$ 1 investido no Carnaval há retorno financeiro de R$ 7 para a cidade. A representante pediu ainda que os vereadores não criminalizem a festa ao associá-la à sexualização de crianças. “Nossa cidade tem se fortalecido e merece o melhor Carnaval entre as capitais. É o maior Carnaval do Centro-Oeste; só perde para Brasília. Hoje colocamos mais de 100 mil foliões por dia na Esplanada”, afirmou.

Negativa – O vereador e médico urologista Jamal Salém (MDB) tentou, mas o Copab (Comitê Permanente de Análise de Benefícios Previdenciários) negou, por unanimidade, o pedido de reconsideração para revisar os proventos da aposentadoria, com foco no valor das verbas variáveis. A decisão mantém o entendimento já publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) em 26 de novembro de 2025 e sustenta que a aposentadoria dele é com proventos integrais calculados pelo cargo efetivo, com paridade. A negativa veio redonda, sem divergência e com um “porém” bem claro: só haveria revisão do jeito pedido se houvesse recolhimento das contribuições previdenciárias.

Até na Receita – Os limites para o uso das ferramentas de IAs (Inteligência Artificial) chegaram até na Receita Federal. Pode usar? Sim! Mas quem decide continua sendo o servidor, nada de robô mandando multa ou fiscalização sozinho. Dados sigilosos não podem ser jogados em qualquer sistema, cada ferramenta vai ter responsável vigiando erro e “alucinação”, e quem usar fora da regra pode responder disciplinarmente.

Sem definição – A quinta vaga da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul segue vazia. Após o PT e o PL reivindicarem a indicação de um representante, a decisão do presidente da Casa de Leis, Gerson Claro (PP), vai ficar para depois do carnaval.

Só depois do Carnaval – Seguindo a "lógica" de que as coisas no Brasil só começam a funcionar depois do Carnaval, a CCJR, considerada a comissão mais importante, ainda não retomou os trabalhos em 2026. A primeira reunião do ano chegou a ser convocada para última quarta-feira (11), mas sem a composição completa foi cancelada pelo atual presidente, deputado estadual Pedro Caravina (PSDB).

Audiência no radar – Com as discussões sobre o programa Regularize Já, lançado pelo governo do Estado no início do mês, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro (PP), anunciou que fará uma audiência pública para combater o que classificou como "discurso raso" e "politiqueiro". Segundo ele, no primeiro dia após o Carnaval está prevista uma reunião com tributaristas e na sequência será marcada a audiência pública. "Essa casa não foge ao debate e a verdade", justificou.