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Conflito é marcado por declarações de ódio

Por Priscilla Peres | 31/08/2015 06:00

Intolerância - Em meio a morte de um indígena em conflito por terra em Antônio João, começa a pipocar na internet declarações que incitam o ódio e acirram as diferenças entre índios e produtores rurais. Fazendeiros falam até em extinguir os indígenas.

Ódio - Os discursos de ódio se assemelham aos dados após o resultado da eleição presidencial em outubro do ano passado, quando até se falou em dividir o país para separar os nordestinos do resto da população. Declarações que só aumentam as diferenças ao invés de buscar paz.

Calma - Em meio aos discursos com os nervos a flor da pele, principalmente entre os políticos de MS, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) pediu serenidade à população e disse que o conflito é ruim para ambos os lados. Ele ainda disse que a situação tem que ser resolvida com diálogo e não guerra.

Especulação - O que mais se vê no conflito, além de cenas tristes é especulação, dos dois lados. Enquanto as entidades indigenistas acusam os produtores de soltar boatos, os fazendeiros falam até que o corpo foi plantado pelos índios e que já estava morto há horas, como chegou a afirmar o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Provas - A Polícia Federal foi até o local do confronto, fez a perícia, a reconstituição da morte e encontrou sangue por todo o caminho. Um vídeo que circula na internet mostra o índio morto, com a cabeça ensanguentada. Fatos que praticamente derrubam por terra a afirmação de Mandetta.

Pedido - Enquanto a disputa separa milhares de pessoas em um conflito ideológico, rivais políticos se aproximam para tentar resolver a questão. No sábado, após a informação da morte de um indígena, o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Silvio César Maluf, e o secretário de Governo, Eduardo Riedel, ligaram ao senador Delcídio do Amaral (PT) para pedir ajuda e serem ouvidos no governo Federal.

União - Como diz o velho ditado, a União faz a Força, mesmo quando se junta PT e PSDB. Após uma série de ligações e pedidos, o governo Federal liberou no mesmo dia, a ida do Exército para a área de conflito, assim como reforço da Força Nacional.

Mudanças - A dança das cadeiras deve continuar na Câmara dos Vereadores de Campo Grande. Isso porque há possibilidade real de outros vereadores assumirem secretarias na prefeitura nos próximos dias, conforme o prefeito Alcides Bernal (PP) defina seu secretariado.

Quem sai - Há chances de José Chadid (sem partido) voltar a comandar a secretaria de Educação, abrindo assim vaga para seu suplente. Já se a vereadora Thaís Helena (PT) voltar para a Secretaria de Assistência Social, seu suplente Elvio dos Santos (PT) pode ganhar um cargo na Câmara.

Boa notícia - O lider do governo, Delcidio do Amaral (PT), aposta todas as fichas de que o projeto de repatriação de recursos depositados legalmente por brasileiros no exterior vai ser aprovado esta semana no Senado. A proposta, da qual é relator, deve trazer de volta ao pais cerca de US$ 100 bilhões que foram levados para bancos estrangeiros por empresas e pessoas físicas que temiam os efeitos dos planos econômicos dos anos 80 e 90.

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