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Jogo Aberto

Diante do "Calcinhaço", só a "Operação Wando"

Por Fernanda Palheta | 04/03/2020 06:00
Mulher mostra calcinha durante protesto ontem na Assembleia Legislativa. (Foto: Marcos Maluf)
Mulher mostra calcinha durante protesto ontem na Assembleia Legislativa. (Foto: Marcos Maluf)

Operação Wando - Infelizmente, o nome não foi oficial. Caso fosse, seria um dos melhores já criados por aqui. Ontem, antes de protesto de mulheres contra a bancada evangélica na Assembleia Legislativa, corria nos grupos de Whatsapp o suposto nome da ação da Polícia Militar para evitar abusos durante o "Calcinhaço". Os policiais batizaram de "Operação Wando", em referência à fama do cantor, que colecionava calcinhas de fãs.

Volta aqui – Em dia de sessão longa, a tribuna onde ficam os vereadores na Câmara de Campo Grande estava esvaziada nesta terça-feira (3). Pelo menos, no início da votação sobre veto total do prefeito Marquinhos Trad, que derrubou proposta que impedia o uso de radares móveis em Campo Grande.

Professor Raimundo - Autor do projeto, junto com mais 16 colegas, o vereador Antônio Cruz (PSDB) fez seu discurso pela derrubada do veto e depois decidiu chamar nominalmente todos que haviam aprovado o projeto a votar, inclusive, quem não estava em plenário.

Faz isso não – Em defesa da posição do Executivo, Chiquinho Teles (PSD) além de manifestar-se alegando que a lei não foi sancionada por critérios técnicos, deixou bem claro nos gestos o descontentamento com a postura de Cruz. À medida em que a “chamada era feita”, ele fazia sinais pedindo para o colega parar com aquilo.

Deu resultado? – A chamada oral trouxe de volta à tribuna, pela observação da coluna, pelo menos 5 parlamentares: Wellington de Oliveira (PSDB), Lívio Leite (PSDB), Roberto Santana (Republicanos), Eduardo Romero (Solidariedade) e Wilson Maksoud (PMN) estavam ausentes e retornaram.

Risos – A situação, que mais parecia um professor chamando seus alunos para a sala de aula, foi vista com bom humor na Câmara. Durante a convocação de Antônio Cruz, era possível ver que, entre os parlamentares que ouviam, parte ria e se divertia com o tom dele ao chamar os colegas para votar. No fim, o veto foi mantido, mesmo assim.

Enviado – A ausência do advogado Renê Siufi chamou a atenção no plenário do Tribunal do Júri em Campo Grande ontem e anteontem, durante audiência sobre crime de execução atribuída a grupo identificado pela operação Omertà. Defensor do empresário Jamil Name, ele estava, segundo a coluna apurou, com o cliente no presídio federal de Mossoró (RN), durante a videoconferência para acompanhar os depoimentos.

Blindado - Também chamou atenção o tamanho da escolta de um dos principais nomes da operação, o delegado do Garras, Fábio Peró. Depois de prestar depoimento na audiência da tarde de terça-feira, ele deixou o Fórum com 9 "seguranças" ao lado.

Laços de família – O DEM municipal não vai poder utilizar de forma integral o momento de protagonismo do partido em âmbito nacional para alavancar candidatura própria à prefeitura de Campo Grande. Isso porque, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já declarou que vai apoiar à candidatura à reeleição do prefeito Marquinhos Trad (PSD), seu primo.

2ª vez - Murilo Zauith, presidente regional do DEM, garantiu que o partido não vai apoiar Marquinhos no primeiro turno. A discussão quanto a candidatura própria para prefeitura da Capital está marcada para ocorrer na próxima semana, em Brasília. Mesmo assim, o vice-governador não vê problema no apoio do ministro ao primo. Segundo ele, não é a primeira vez que os laços familiares prevalecem em relação a Mandetta. Além dele, o DEM de Mato Grosso do Sul também tem no primeiro escalão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.