Foto apagada expõe atrito entre petista e ministro indígena

Fogo amigo – Em meio às denúncias de violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul após a reeleição de Lula (PT), o deputado estadual Pedro Kemp (PT) retomou uma disputa interna ao publicar foto do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, ao lado da ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza (PSDB), candidata derrotada a deputada federal. A intenção foi expor a proximidade do ministro com integrantes do governo de Eduardo Riedel (PP), aliado de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.
Hora errada – Kemp justificou a cobrança afirmando que Eloy mantém proximidade com lideranças que atacam o PT. “Ele anda para cima e para baixo com lideranças que nos atacam. É uma incoerência. E esse momento inclusive é momento de cobrar mais dele”, afirmou ao Campo Grande News. O deputado também reclamou da falta de interlocução do ministro com parlamentares da base governista. Horas depois, apagou a publicação de suas redes sociais.
Trabalhando – Questionado sobre as críticas, Eloy Terena afirmou que não havia visto a publicação e afastou a possibilidade de rompimento com a base petista em Mato Grosso do Sul. “Sempre tive uma boa relação com os deputados. O Kemp durante muito tempo apoiou ações afirmativas de estudantes indígenas. Se for verdade vou ficar surpreso. Agora estou trabalhando para dar resposta a essa situação de emergência”, declarou.
Retaguarda – O deputado federal reeleito Rodolfo Nogueira (PL-MS) integrou, segundo a imprensa nacional, o grupo escalado para despistar jornalistas sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro. O parlamentar chegou a publicar que o ex-candidato à Presidência já estava nos Estados Unidos quando, conforme os relatos divulgados, ele ainda permanecia em território brasileiro.
Recurso rejeitado – O STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou embargos apresentados pelo vereador Rafael Tavares (PL), em mais uma tentativa de reverter a condenação por crime de ódio que o tornou inelegível. O ministro Rogério Schietti manteve o entendimento de que o habeas corpus não poderia ser analisado enquanto outros recursos contra a mesma decisão ainda tramitavam. Para o magistrado, o vereador demonstrou “mero inconformismo com o resultado do julgado”.
Até o fim – Ao Campo Grande News, Rafael Tavares afirmou que continuará a disputa judicial e lamentou a derrota de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial. “Toda briga judicial que nós temos, a gente vai até o fim. Não tem como fazer de outra forma”, declarou. O vereador também associou suas expectativas ao resultado das urnas, afirmando que uma vitória de Flávio “traria um equilíbrio de forças”.
Reorganizar a casa – O vereador Carlos Augusto Borges (Carlão, PSB) pretende retomar a presidência municipal do partido após afastamento durante as eleições, que, segundo ele, ocorreu para tratamento médico. O parlamentar conversará com a presidente estadual da sigla, senadora Soraya Thronicke (PSB), sobre a reorganização do PSB para 2028. “Mesmo tendo o vice-presidente do Brasil, que é o Geraldo Alckmin, nós não tivemos nada aqui. O partido não tem nada”, afirmou.
Portas abertas – Para formar uma chapa competitiva em 2028, Carlão pretende atrair sindicalistas, empresários e lideranças comunitárias, mesmo sem mandato. Disse que poderá abrir mão da presidência municipal para facilitar a chegada de novos integrantes. “Quando você está num partido em que não quer abrir espaço para ninguém, ninguém vem”, afirmou. O vereador teme que o avanço das siglas de direita deixe o PSB sem outros representantes eleitos na Capital.
Espaço federal – Carlão também defendeu que Soraya Thronicke ocupe um cargo no governo federal após não conseguir a reeleição ao Senado. “Acho que ela merece, porque tem talento e condições. Foi uma boa senadora para o Estado”, afirmou. O vereador citou a Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) como possibilidade, mas ponderou que a indicação depende de articulação com as bancadas federais de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
Prioridade na Justiça – O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Vieira de Mello Filho, determinou prioridade absoluta aos processos de assédio eleitoral e prorrogou até 18 de dezembro a convocação de magistrados para atuação em regime de plantão. Mato Grosso do Sul registra a quinta maior taxa de denúncias do país, com 3,20 casos por 100 mil eleitores. “Trabalhadores, não tenham medo. Agora, quem tem que ter medo são os empregadores que violarem a lei”, afirmou o ministro.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

