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Membro do PCC é "estrela" em reunião da Segurança Pública

Ângela Kempfer e Maristela Brunetto | 05/05/2023 06:00
Reunião ocorreu na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Reunião ocorreu na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Bicão - Servidores do sistema penal de Mato Grosso do Sul reclamam de situação considerada “perigosa e constrangedora”. Segundo eles, a promotora Jiskia Sandri Trentin exigiu a presença de um preso, membro do PCC, em reunião no dia 26 de abril, solicitada pelo Ministério Público de MS. O tal presidiário é Leandro Almeida, de 29 anos, conhecido como “Coveiro”. Transferido de Três Lagoas para a Capital em dezembro de 2021, ele cumpre pena por assalto, furto e receptação.

X-9 - A crítica contra a titular da 50ª Promotoria de Justiça de Campo Grande é pela imposição da presença de membro da facção em conversas estratégicas da Segurança Pública. A reunião ocorreu na Gameleria I, conhecida como Super Máxima. Além do representante do MPMS e do preso, estavam no encontro o responsável pelo presídio e o diretor-geral de Polícia Penal, Creone da Conceição Batista. O detento ouviu e também teve a oportunidade de repassar lista de pedidos para melhorias aos presos, a ser encaminhada à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

Ranço antigo - A bronca com Jiskia Trentin não é de hoje. Os servidores dizem que partiu dela o pedido que acabou proibindo quatro policiais militares do Batalhão de Choque de atuarem no Jardim Aeroporto e Vila Popular, após denúncias de crimes de tortura, injúria, violação de domicílio e lesão corporal contra moradores.

Só fazendo meu trabalho - Ocorre que a função da 50ª Promotoria é justamente “promover visitas e inspeções nas unidades prisionais e de segurança pública que mantenham presos, instaurar inquérito civil, ajuizar ação civil pública, bem como adotar e promover todas as medidas extrajudiciais e judiciais para proteção dos interesses difusos e coletivos dos presos, visando à correção de irregularidades eventualmente detectadas nos estabelecimentos prisionais”. Consultada, a Agepen ainda não falou sobre o motivo da presentça do preso na reunião.

Por falar em presos... - A operação para a vinda a Campo Grande de Jamil Name Filho, Vladenilson Daniel Olmedo e Marcelo Rios deve envolver entre 7 e 10 policiais penais, que ficarão o tempo todo ao lado dos acusados, desde o Presídio Federal de Mossoró (RN) até o Fórum da Capital. Os três presos voltam a Mato Grosso do Sul para julgamento sobre assassinato de Matheus Coutinho Xavier, executado aos 19 anos, por engano. Será responsabilidade do Sistema Penitenciário Federal toda a logística, passagens, diárias e escolta.

Rei da edição extra - As nomeações e exonerações do empresário Luiz Fernando Buainain em cargos na Prefeitura de Campo Grande, por “coincidência”, saem sempre nas edições extras do Diogrande, normalmente lançadas no período noturno. A mais recente, na noite de quarta-feira, colocou-o em cargo de assessor-executivo do Gabinete da prefeita Adriane Lopes. Antes, Buainain já foi nomeado controlador-adjunto, depois ficou como titular da Controladoria-Geral por cerca de um mês, quando saiu, no mês passado. Por último, ele já estava em um cargo de assessor técnico, mas na própria Controladoria.

Gigante pela natureza - A ex-ministra e senadora Tereza Cristina Correa da Costa (PP) disse que a imagem do Brasil é arranhada por problemas ambientais pontuais, mencionando a Região Norte, e que acaba atingindo a todos pelo gigantismo do País. Ela apontou um agro tecnicizado e sustentável no Brasil, que tem grandes concorrentes, como os EUA e até mesmo a China, que merece reconhecimento. Em outro momento, destacou que o agro moderno tem carregado a economia do País.

"Fora da página" - Essa foi a expressão utilizada pela senadora para qualificar a postura do MST (Movimento Sem Terra) ao acirrar os ânimos no campo. Ela considerou que os movimentos de trabalhadores não precisam invadir áreas, uma vez que na maior parte do País não há mais terras ociosas e o governo pode adquirir propriedades e assentar famílias.  Tereza Cristina ainda garante que há recursos para incentivar os pequenos produtores, com financiamento e assistência técnica e que o MST pode ampliar muito o cultivo.

Comandar Senado - Quem não tem? Disparou a ex-ministra ao ser questionada se não tinha interesse de suceder o mineiro Rodrigo Pacheco no comando do Senado. Mas logo contemporizou, dizendo que ainda é cedo (ele acabou de assumir o comando por mais dois anos) e somente apostaria se houvesse apoio. Por enquanto, ela diz que está se dedicando a aprender como funciona a Casa, que tem três representantes de cada Estado. “Isso aqui é uma escola”, pontuou, sobre a diversidade de temas que transitam nas discussões dos parlamentares.

É censura ou não é? - Ao mesmo tempo em que os deputados João Henrique Catan (PL) e Rafael Tavares (PRTB) emperram o projeto contra fake news em Mato Grosso do Sul, alegando “censura”, os dois foram os únicos a votar contra projeto de autoria da deputada Mara Caseiro (PSDB), que inclui a história das mulheres com feitos importantes no currículo das escolas estaduais. Mesmo assim, a proposta foi aprovada, mas a dupla de direita votou contra porque queria a lista prévia das mulheres, para saber se contemplava alguma feminista de esquerda.

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