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MP é contra proteção para mulher de ex-guarda municipal

Por Anahi Zurutuza e Leonardo Rocha | 01/07/2020 06:00
Eliane Benitez Batalha durante o depoimento à força-tarefa, em agosto do ano passado, cujo conteúdo ela desmentiu em audiência na justiça estadual sobre a morte de Matheus Coutinho Xavier (Foto: Vídeo/Reprodução)
Eliane Benitez Batalha durante o depoimento à força-tarefa, em agosto do ano passado, cujo conteúdo ela desmentiu em audiência na justiça estadual sobre a morte de Matheus Coutinho Xavier (Foto: Vídeo/Reprodução)

Sem proteção – O Ministério Público é contra a inclusão de Eliane Batalha, esposa do ex-guarda municipal Marcelo Rios, conhecido como estopim da Omertà, em programa de proteção à testemunha. A medida seria motivada em infundada alegação de tortura que ela teria sofrido no Garras, por parte da polícia. A denúncia já foi arquivada pela Polícia Civil.

Quem assina – A promotoria ainda afirma que quem fez o pedido foi o advogado de um dos réus. O juiz Aluízio Pereira dos Santos, que cuida da ação sobre a morte de universitário por engano, também estranhou o fato de apenas David Moura de Olindo, um dos três advogados de Jamil Name, assinar o pedido para encaminhar denúncia de tortura à Polícia Civil e questionar a omissão dos promotores sozinho. Tiago Bunning e Renê Siufi, também defensores de Name, informaram na audiência que não concordavam com o pedido do colega.

Apoio - O deputado Carlos Alberto David (sem partido) cobrou apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) em relação a prisão de Oswaldo Eustáquio, após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). "Ele foi preso aqui e a OAB e a Fenaj não falaram nada". O parlamentar alega que ele é jornalista e que investigava supostas irregularidades da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Fonte - O deputado ainda disse durante a sessão, que os policiais apreenderam o celular de Oswaldo e podem assim descobrir as "fontes" das reportagens do jornalista. "Que eu saiba, ele não é obrigado a revelar a fonte", disse aos colegas.

Quebra de sigilo – A verdade é que além do mandado de prisão temporária, prorrogada ontem, o STF também expediu mandados para a do sigilo telefônico e a extração de dados de dispositivos eletrônicos e de sistemas de computação em nuvem que pertencem ao homem que é um dos investigados em inquérito sobre a existência de rede de incentivo a manifestações antidemocráticas.

Reajuste - O deputado José Almi (PT) disse que foi aberto uma consulta pública da Agepan (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos) para reajuste anual dos serviços de água e esgoto. Para o petista, no entanto, não é o momento adequado. "Estamos diante de uma pandemia, que não sabemos quando vai acabar, não é o momento oportuno para reajustes”.

Sumido – Há pouco mais de três meses fazendo transmissões ao vivo diárias para repassar informações sobre o combate ao novo coronavírus em Campo Grande, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) sumiu ontem. Foram poucas as vezes que o chefe do Executivo municipal deixou de fazer lives, a não ser em domingos e feriados.

Campanha – Depois da cloroquina e da dexametasona, a vez é da ivermectina, um vermífugo, no combate à covid-19. A diferença é que vem sendo estudado o uso preventivo do medicamento ou para tratamento de pacientes com sintomas leves, em isolamento domiciliar. Tem médico em Mato Grosso do Sul que não só está fazendo campanha para o uso profilático, mas já começou a usar o remédio por estar na linha de frente.

Barato – Segundo médicos que defendem protocolo de aplicação da ivermectina no tratamento precoce da covid-19, os principais argumentos são é o medicamento é barato e não tem os efeitos colaterais da cloroquina, que pode provocar arritmias cardíacas, ou da dexametasona, um corticoide.

Oferta e procura – O problema é que a ivermectina já está começou a desparecer das prateleiras das farmácias. Há notícia de que fora da Capital, uma caixa que custava R$ 6 já está saindo por R$ 20 nas drogarias.