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Os dois errados, diz Zeca para tentar apagar "fogo amigo" no PT

Por Marta Ferreira | 30/10/2020 06:00
Pedro Kemp é segurado durante reunião que acabou em gritos no comitê de candidata. (Foto: Reprodução de vídeo)
Pedro Kemp é segurado durante reunião que acabou em gritos no comitê de candidata. (Foto: Reprodução de vídeo)

Bombeiro – O ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT fez as vezes de conciliador no episódio envolvendo o candidato a prefeito da legenda em Campo Grande, deputado estadual Pedro Kemp, e a candidata a vereadora Karla Cânepa.  Depois de vir à tona vídeo com parte de encontro entre Kemp e Karla, com ele aos berros e até avançado sobre ela, Zeca distribuiu texto dizendo que ambos se equivocaram, e pediu o encerramento da pendenga.

Campanha que segue – Para o político, sem mandato mas ainda com poder de liderança com a militância, é preciso retomar a busca pelos votos e parar de “celeuma”. O recado dado é de que quanto mais se fala da situação, pior fica.

O erro 1 –  A reunião - que acabou nos gritos de Kemp, na gravação às escondidas e na publicação de parte do conteúdo na internet - teve a ver com a distribuição de dinheiro para as campanhas. Segundo Zeca, Karla se equivocou porque Kemp não decide sobre isso.

O erro 2 – Quanto a Kemp, de acordo com a pontuação feita, o equívoco foi tentar resolver pessoalmente a situação, que deveria ser tratada pelas instâncias partidárias, “ainda mais com o “INDEVIDO TOM DE EXALTAÇÃO” com uma mulher. A caixa alta é do texto original, assinado pelo ex-governador e pela esposa, Gilda.

Desculpas - Na manifestação, também foi anotado que o candidato a prefeito petista reconheceu seu erro no episódio. Ainda assim, Zeca fez pedido de perdão estendido a todas as mulheres que eventualmente tenham se ofendido com o tom do colega de partido. Karla, pelo que foi noticiado, não digeriu esse pedido e pretende levar o caso à esfera policial, onde  a fala dedicada a ela por Kemp pode ser enquadrada como injúria.

Cobrança - O deputado estadual Evander Vendramini (PP) questionou durante sessão se o governo vai pagar as emendas individuais dos parlamentares referentes a este ano. Segundo ele, as entidades que recebem ajuda com este recurso já estão cobrando os deputados. José Almi (PT) também requisitou posição do Executivo sobre o tema.

Eu não - Almi (PT) votou a favor das "sessões mistas" na Assembleia, que vão permitir que os deputados escolham se voltam ao trabalho presencial ou se continuam pelo modelo virtual, mas adiantou que ele continuará votando à distância.

Aos companheiros que estão vendendo saúde e aos mais novos, podem voltar. Eu vou continuar on-line”, justificou o parlamentar de 57 anos.

Fim da solidão- Marçal Filho (PSDB) comentou que as "sessões mistas" vão possibilitar que o presidente da Assembleia, o Paulo Corrêa (PSDB), não fique mais "solitário" " no plenário, local onde ele comandava as sessões virtuais. Agora o tucano vai ter companhia dos colegas, brincou.

Coincidência – Horas depois da decisão de voltar às sessões semipresenciais,  veio a confirmação do contágio do deputado estadual Lucas de Lima (Solidariedade) pelo novo coronavírus. O parlamentar vai ficar pelo menos 10 dias em isolamento.

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