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Prefeita "filha de Deus" também tira folga aos domingos

Por Gabriela Couto e Maristela Bruneto | 29/02/2024 06:00
Adriane Lopes em vídeo durante ato em São Paulo.
Adriane Lopes em vídeo durante ato em São Paulo.

Filha de Deus - Vereadores andaram levantando a suspeita de que a prefeita Adriane Lopes (PP) utilizou recursos públicos para participação no evento convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo. Mas a prefeita cortou logo a conversa pela raiz.  “O domingo é um dia de folga para mim, embora eu trabalhe aos domingos quando necessário, mas é meu dia para o descanso, mesmo sendo prefeita de uma capital. É claro que o dinheiro usado é do meu salário, do meu recurso. Jamais utilizaria pra uma finalidade pessoal", rebateu.

Ato final - Em uma espécie de 'último suspiro', o deputado estadual cassado, Rafael Tavares (PRTB), apresentou projeto de lei que declara o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) persona non grata em Mato Grosso do Sul. O parlamentar que é bolsonarista deverá buscar colegas que estejam interessados em continuar com todas as propostas que apresentou, como coautores, para seguir com as pautas de extrema direita, contra os “inimigos da esquerda”.

MS igualzinho Israel - Caso contrário, textos como o protocolado na sessão desta quarta-feira (28), véspera do seu último dia de Rafael Tavares com mandato, serão extintos, conforme regimento. Sempre com ideias mirabolantes, ele quer se equiparar a Israel, que já declarou Lula persona non grata por comparar o genocídio na Palestina ao que Hitler fez com os judeus.

Furdunço - Em Brasília, outro parlamentar de direita deu o que falar ontem. Na Câmara Federal, durante a sessão especial pelos 40 anos do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), o deputado federal sul-mato-grossense Rodolfo Nogueira (PL) e o líder do PT na Casa, Odair Cunha (PT-MG) quase saíram no tapa. Rodolfo começou o entreveiro usando a tribuna para detonar o movimento, apesar do dia ser de homenagem. Segundo ele, foram “40 anos de destruição”.

Gritaria - Irritado, Odair Cunha reclamou da “falta de noção do colega” e deu início à gritaria, dizendo que o bolsonarista não tinha autoridade para reclamar. Rodolfo respondeu com um “baixar a bola”. E não parou por aí.  Depois da sessão, parlamentares da oposição lançaram moção de repúdio contra a homenagem.

Municipalista mesmo - Deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) apresentou proposta para criar a Frente Parlamentar Municipalista. O requerimento é assinado com outros 16 parlamentares. O objetivo é promover debates e discussões acerca de grandes pautas, como pacto federativo, dívida previdenciária, fundo de participação, proposição de leis, execução de programas, dentre outras necessidades indicadas por prefeitos, vereadores e lideranças municipais.

Redes sociais - PT de Ribas do Rio Pardo apresentou pedido de investigação sobre postagens nas redes sociais do perfil "Ribas Ordinário". A página administrada por Charlin Castro foi analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral que rejeitou a denúncia de que o dono, que se diz pré-candidato, estaria fazendo campanha antecipada.

Janela reveladora - O presidente do recém criado PRD (Partido da Renovação Democrática), fusão do PTB com o Patriota, o ex-senador Delcídio do Amaral, garante que a janela partidária para as eleições municipais, que será aberta em março, será reveladora. Ele diz que está percorrendo Mato Grosso do Sul para atrair possíveis candidatos e afirma que muitos “cansados da estrutura monopolista” dos grandes partidos estão interessados em ingressar na legenda, pessoas “que têm condições, mas não encontram chances” para despontar na política, jura Delcídio.

Deep fake no radar - Os eleitores não poderão se descuidar das deep fake nas eleições. O TSE publicou uma série de resoluções sobre as eleições desse ano e quer marcação severa contra os candidatos que usarem conteúdo falso para enganar o eleitor, além de também impor condutas às plataformas.

Alerta - Para demonstrar o nível de elaboração dos conteúdos falsos, o ministro Alexandre de Moraes citou a manipulação de imagens criando um vídeo falso como se fosse um ex-presidente e candidato à reeleição consumindo drogas. A Corte determinou que conteúdo feito com inteligência artificial deve conter o alerta e proibiu uso de robôs para simular diálogos.

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