ACOMPANHE-NOS    
AGOSTO, SEGUNDA  10    CAMPO GRANDE 20º

Jogo Aberto

Sem corpo, defesa de réu contesta provas de que Graziela foi morta

Por Anahi Zurutuza e Aline dos Santos | 29/07/2020 06:00
Graziela Rubiano desapareceu desde 5 de abril; para a polícia, foi vítima de feminicídio. (Foto: Reprodução das redes sociais)
Graziela Rubiano desapareceu desde 5 de abril; para a polícia, foi vítima de feminicídio. (Foto: Reprodução das redes sociais)

Feminicídio – A defesa de Rômulo Rodrigues Dias, 34 anos, preso pela morte da mulher, Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos, quer nova perícia na casa onde o casal morava. Segundo o advogado Thiago Andrade Sirahata, o cliente nega que o sangue encontrado na residência seja da sua ex-companheira, “uma vez que nunca houve qualquer tipo de agressão física entre o casal”.

Em xeque – Para a defesa, “pode ter acontecido algum erro cometido pela Polícia Civil”. O advogado quer ainda a nulidade de todos os atos da investigação, porque o cliente foi interrogado sem a presença de um advogado.

Sem corpo – Rômulo foi indiciado e virou réu por homicídio sem que corpo de Graziela fosse encontrado pela polícia. Por isso, a defesa quer também que o Bacenjud informe se houve movimentação nas contas bancárias dela, “com o fim de averiguar se, de fato, ela foi vítima de homicídio ou se encontra em algum lugar da federação”. Na versão do acusado, a ex “foi embora” sem deixar rastro.

DNA – Apesar do pedido de perícia complementar no imóvel, o advogado não cita prova pericial encontrada no carro de Rômulo. A mancha achada no teto deu resultado positivo para sangue e o DNA foi compatível com o da filha da vítima.

Adiado – O julgamento do habeas corpus em favor de Fahd Jamil Georges foi adiado para a próxima sessão da 2ª Câmara Criminal, porque o desembargador Ruy Celso Barbosa Florence pediu para analisar a petição com mais calma. Ontem, o advogado Gustavo Badaró fez sustentação oral em defesa do cliente, que teve a prisão preventiva decretada na 3ª fase da Operação Omertà e está foragido.

Negado – O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou ontem à tarde habeas corpus para Davison Ferreira de Farias Campos. Segundo a Omertà, ele é um dos responsáveis por negociar a compra de armas para a organização criminosa lideradas por Jamil Name.

Decisão – Depois do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) mandar o Facebook excluir vídeo da página intitulada "TRADNÃO” por entender que configurava “propaganda eleitoral antecipada negativa e irregular na internet”, foi a vez da Justiça estadual dar decisão favorável ao prefeito Marquinhos Trad (PSD).

Retirada – O juiz Juliano Rodrigues Valentim mandou o Facebook excluir memes na página “Nas ruas de CG” que relacionam a imagem de Marquinhos a “nazistas, terroristas, ditadores e até mesmo a figura diabólica”

Bola fora - A UFMS errou feio no prognóstico de casos confirmados de covid-19 em Campo Grande. Em maio, a previsão com base em modelo matemático defendido por pesquisadores da Universidade, a estimativa era de 2.960 pessoas infectadas em 21 de julho, mas a capital já tinha 6.420 nessa data.

Fôlego – Quatro pacientes do Hospital da Unimed tiveram melhoram e saíram das UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) ontem. Na segunda-feira, seis dias depois de inaugurar terceira ala para pacientes graves da covid-19, o hospital chegou à beira do colapso, com 29 das 30 vagas ocupadas. Nessa terça-feira (28), eram 4 leitos livres.