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Força Nacional do SUS chega em MS para conter epidemia de chikungunya

Missão começa após mortes e aumento acelerado de casos na Reserva Indígena de Dourados

Por Viviane Oliveira | 17/03/2026 21:37
Força Nacional do SUS chega em MS para conter epidemia de chikungunya
Mutirão de atendimento de saúde nas aldeias teve início nesta terça-feira com equipes multiprofissionais (Foto: assessoria UFGD)

A Força Nacional do Sistema Único de Saúde chega a Dourados nesta quarta-feira (18) para integrar a força-tarefa de combate à epidemia de chikungunya nas aldeias indígenas do município. A doença já provocou quatro mortes e soma centenas de casos confirmados ou sob investigação na Reserva Indígena local.

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A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) chega a Dourados, Mato Grosso do Sul, para combater a epidemia de chikungunya nas aldeias indígenas. A doença já causou quatro mortes e registra mais de 400 casos notificados na Reserva Indígena local, sendo mais de 200 confirmados.A operação conta com equipes multiprofissionais do Hospital Universitário da UFGD e da Secretaria Especial de Saúde Indígena. Paralelamente, mutirões trabalham na eliminação de focos do Aedes aegypti nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que abrigam cerca de 21 mil indígenas e dispõem de apenas quatro unidades básicas de saúde.

A agenda da equipe começa com reuniões de alinhamento com autoridades e técnicos da saúde, incluindo o diretor da FN-SUS, Rodrigo Guerino Stabeli. Estão previstos encontros para avaliação da situação epidemiológica e definição das estratégias de atuação conjunta com as secretarias de saúde de Dourados e de Itaporã. A missão nas aldeias deve começar na quinta-feira (19), embora a duração da operação ainda não tenha sido informada.

A Força Nacional atua em emergências de saúde pública, oferecendo assistência especializada, apoio técnico e logístico, além de atendimento médico e diagnóstico rápido. A ação ocorre em cooperação com a Secretaria Especial de Saúde Indígena e com o Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal Grande Dourados), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que já iniciou atendimentos na aldeia Jaguapiru com equipes multiprofissionais e busca ativa de pacientes.

Os profissionais realizam triagem, coleta de exames, medicação e acompanhamento dos casos. Pacientes em estado mais grave são encaminhados para unidades hospitalares da região. Segundo relatos das equipes em campo, há famílias inteiras com sintomas, muitos com dores intensas e dificuldade de locomoção, além de crianças com febre alta.

Dados da prefeitura apontam que quatro mortes já foram confirmadas, três na aldeia Jaguapiru e uma na aldeia Bororó, incluindo um bebê de três meses. Ao todo, são mais de 400 casos notificados na Reserva, dos quais mais de 200 foram confirmados. As aldeias concentram a maior parte das ocorrências, o que tem pressionado o sistema de saúde local.

Paralelamente, equipes municipais, estaduais e da Sesai realizam mutirões para eliminar focos do Aedes aegypti, transmissor da doença. A maioria dos criadouros tem sido encontrada em caixas d’água e acúmulo de lixo, reflexo da falta de abastecimento regular e de coleta domiciliar. A Reserva abriga cerca de 21 mil indígenas e conta com quatro unidades básicas de saúde, o que aumenta o desafio para conter o avanço da epidemia. (Com informações do site Dourados News)

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