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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

14/04/2017 07:20

Campanha para exibir Martírio em Campo Grande evidencia luta dos guarani kaiowá

Com estréia marcada para está semana em quase todo País, movimento pede pelo filme no lugar onde foi rodado

Thailla Torres
Filme fala da luta dos guarani kaiowá na recuperação de suas terras. (Foto: Divulgação)Filme fala da luta dos guarani kaiowá na recuperação de suas terras. (Foto: Divulgação)

Ontem estreou em 17 estados brasileiros o documentário Martírio, um filme de Vincent Carelli, que narra a luta dos guarani kaiowá em Mato Grosso do Sul. No entanto, a terra onde o problema é latente, que virou enredo do filme, está fora do circuito de exibição. Até estados de população pequena, como o Tocantins, está exibindo o longa, mas por aqui...

Quando a mestranda em Antropologia, Priscila Anzoategui, viu que Campo Grande não terá o filme em cartaz, decidiu começar uma campanha pelas redes sociais. Ela pesquisa a luta das mulheres guarani kaiowá na recuperação de territórios tradicionais hoje ocupados por fazendeiros.

"Acho fundamental esse filme passar aqui, onde um boi vale mais que a vida de um indígena. É uma denúncia do que acontece no Mato Grosso do Sul, é um tapa na cara mesmo e o discurso é construído para gente entender o genocídio que ocorre aqui. Mas também traz as resistências, as agências desses guarani kaiowá, que ao longo dessa conjuntura foram aprendendo a revidar essas violações sofridas", explica Priscila.

O filme levou prêmios de público no Festival de Cinema de Brasília e na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. São 3 horas de documentário, que mostram desde a expulsão desses povos das áreas originais,  até os conflitos dos dias atuais.

O trailer por si só é impactante, com a narração sobre o cotidiano de quem sobrevive da esperança de ter a terra de volta. Fala de décadas de sofrimento. Por isso, o título "Martírio".

Dona Helena, uma das mulheres guarani kaiowá que aparecem no filme, participou da pré-estreia em Foz do Iguaçu (PR). 

Em Campo Grande, ano passado, o Coletivo Terra Vermelha, junto com o Imaginário Maracangalha, exibiu o documentário em um evento no dia do aniversário da morte do líder indígena Marçal de Souza, mas por falta de espaço, muita gente ficou do lado de fora sem conseguir assistir.

Abril foi escolhido para o lançamento por conta do Dia do Índio. Apesar de Mato Grosso do Sul ficar de fora, o documentário está em cartaz em 3 cinemas de São Paulo (SP), além de chegar a Santos (SP) Terezina (PI), São Lúis (MA), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Rio Branco (AC), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Palmas (TO),  Maceiò (AL), João Pessoa (PB),  Goiânia (GO), Fortaleza (CE), Brasilia (DF), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE).

Quem quiser participar da campanha, pode acessar a página do evento no Facebook.

Assista o trailer:

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