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Artes

Conheça Marina, a ilustradora de traços instintivos e mensagem clara

Traços instintivos, cores fortes e sempre uma mensagem para passar, essas são as principais características de Marina Duarte

Por Lucas Mamédio | 22/05/2020 07:06
Cores vivas são características marcantes no trabalho de Marina (Foto: Aquivo Pessoal)
Cores vivas são características marcantes no trabalho de Marina (Foto: Aquivo Pessoal)

A arte é a uma manifestação estética humana, feita por artistas a partir de suas percepções, emoções e ideias e, na maioria das vezes, tem o objetivo de estimular esse interesse de consciência nas pessoas, tendo cada obra de arte um significado único e diferente.

É muito difícil separar a obra do artista, a manifestação do homem que manifesta, não tão difícil é enxergar essa característica nos trabalhos de Marina Duarte, ilustradora aqui de Campo Grande, e que você precisa conhecer.

Marina desenha desde criança, sempre gostou de pintar e de inventar quadrinhos. “A arte sempre esteve presente na minha vida, seja na forma do desenho, da música, enfim”, começa explicando a artista.

As ilustrações também são marcadas por críticas sociais (Foto: Arquivo Pessoal)
As ilustrações também são marcadas por críticas sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

O rolê profissional mesmo começou no final de 2017, quando ela decidiu investir nessa aptidão comprando equipamentos. “Eu decidi que eu iria começar a ilustrar como uma maneira também de me estabelecer financeiramente”.

Marina cursou Jornalismo e, mais recentemente, a convite de alguns colegas, entrou para o time da Revista Badaró, uma experiência jornalística riquíssima aqui da nossa terra, que alia ilustração e jornalismo textual, inclusive com reportagens inteiras feitas em forma quadrinhos.

“O desenho tem uma forma de comunicação muito profunda. A gente consegue falar por meio de imagens, como na fotografia, por exemplo. Agora uma ilustração vai além, o que mais querem passar com essa mensagem? É sempre a questão que colocamos”.

E esse “algo a mais” que a ilustração possibilita é aproveitado de forma muita efetiva por Marina. “É isso que a gente tenta fazer através das linguagens híbridas e isso que tento fazer nos meus desenhos. Sempre vai ter alguma coisa, uma outra linguagem embutida além da linguagem visual, é semiótica pura, é subjetividade”.

Hoje em dia, principalmente por conta do acirramento político, está muito complicado usar alguns termos no Brasil, mas é possível sim dizer que a arte de Marina é politizada é engajada, no melhor sentido desses termos.

Homenagem a Alanys Matheusa, 1ª advogada trans negra de MS (Foto: Acervo Revista Badaró)
Homenagem a Alanys Matheusa, 1ª advogada trans negra de MS (Foto: Acervo Revista Badaró)

“Mesmo nos meus desenhos comerciais, quando preciso retratar uma situação, uma mãe e um filho, por exemplo, tento mostrar pessoas que não estariam nas peças comerciais. Fugir da estética branca, fugir da estética colonizadora  é uma coisa que levo muito para meus desenhos”.

Marina ao lado de um mural que desenhou em uma parede (Foto: Arquivo Pessoal)
Marina ao lado de um mural que desenhou em uma parede (Foto: Arquivo Pessoal)

A artista usa muitas ferramentas tecnológicas para trabalhar, como mesa digitalizadora, computador e tablets, mas também gosta de técnicas tradicionais. “Eu também trabalho com murais de parede, gosto de pintar em aquarela”.

Sobre seus traços e sua personalidade estética, Marina diz que é tudo muito instintivo. “Eu tento trazer uma estética um pouco mais suave, com cores mais vivas, essa suavidade de desenhos infantis. Mas eu diria que sou muito instintiva mesmo, gosto de sentar e desenhar, se eu demorar muito para fazer um desenho, talvez ele nem saia, então que os traços tenham suavidade para subjetividade ser avaliada e a pessoa consiga mergulhar um pouco naquela peça”.

É possível encontrar mais do trabalho de Marina em seu perfil comercial do Instagram, o @marinailustrando.

Confira mais ilustrações na galeria de imagens:

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Confira a Galeria de Imagens: