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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

06/04/2018 14:14

Velório de Amambaí começa às 19h, mas parceiro Amambay não sabe da morte

Ângela Kempfer
Amambaí em uma das apresentações em programa de TV. (Arquivo pessoal)Amambaí em uma das apresentações em programa de TV. (Arquivo pessoal)

Só a partir das 19 horas desta sexta-feira, os amigos e fãs vão poder se despedir de Amambaí. O velório começa à noite, na Funerária Pax Mundial, em frente ao Horto Florestal, na Avenida Norte Sul, em Campo Grande. O enterro está marcado para sábado, no Monte das Oliveiras, localizado na Avenida Guaicurus, com cortejo a partir das 10 horas.

Uma presença será sentida pelos fãs mais do que qualquer outra durante a cerimônia. O parceiro Amambay não poderá comparecer. Aos 78 anos, ele sofreu um AVC e está internado no Hospital Universitário, mesmo local onde Amambaí passou os últimos dias de vida. "A família preferiu não contar nada sobre a morte para ele, para não agravar o quadro de saúde", diz o filho de Amambaí.

A história dos dois é longa e com muitos pontos em comum. Eles nasceram em Bela Vista, e da fronteira com o com Paraguai levaram para a música características que ajudariam a sacramentar o jeito sul-mato-grossense de cantar o sertanejo.

Depois de algumas tentativas com outras duplas, Amambay e Amambaí se encontraram em 1963, e ao lado do sanfoneiro Helinho do Acordeon, passaram a tocar pelas fazendas de Mato Grosso do Sul. O sucesso rendeu até o programa “Aonde Canta os Violeiros”, apresentado pelos três, na Rádio Educação Rural.

Em 1966, uma mudança importante na carreira veio com a saída de Helinho e a parceria do famoso Zé Corrêa. Ali, mais um trecho fundamental da história da música sul-mato-grossense foi escrito pelos três, que trouxeram para o Brasil o argentino chamamé.

O ritmo estourou e em 1967 a consequência foi o primeiro hit: “A Matogrossense”, composta por Zacarias Mourão, sucesso que dois anos depois rendeu o primeiro LP de Amambay & Amambaí.

Após 55 anos e com 18 álbuns gravados, a dupla já não existia quando Amambaí partiu, Mas até ficar doente, Amambay ainda cobrava apoio para continuar vivendo de música.  

 



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