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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

20/04/2019 08:14

Vozes femininas da música de MS ganham história graças a pesquisador

Mostra Mulheres EnCena faz um recorte fotográfico das artistas que fizeram parte da história musical

Alana Portela
A cantora Delinha ao lado de Délio  (Divulgação)A cantora Delinha ao lado de Délio (Divulgação)

As vozes das mulheres que marcaram época em Mato Grosso do Sul são resgatadas pelo pesquisador Carlos Luz. Em imagens, elas podem ser vistas na exposição Mulheres EmCena, na Galeria de Arte da TVE de Campo Grande, aberta ao público até dia 31 de maio. Mas em som, mulheres famosas desde a década de 50, como Delinha, Beth e Betinha, Tetê Espíndola e Helena Meirelles, têm o registro fonográfico disponível no MIS (Museu da Imagem e do Som).

Carlos Luz se dedica agora às mulheres, mas à devoção à música regional é antiga. “Pesquiso a música regional há mais de 20 anos e temos algumas coisas que ainda não conseguimos, devido aos custos de trabalhos técnicos. Contudo, a sociedade precisa ter conhecimento do que foi produzido pelos nossos artistas, assim esses trabalhos poderão ser valorizados”, destaca o pesquisador.

Carlos Luz relata que seu trabalho é encontrar discos de vinil. “Temos que manter a preservação. Sou pesquisador da música e meu projeto é achar os discos de vinil, CDs e DVDs dos artistas do Estado. Esse acervo, venho preservando, digitalizando as músicas e as imagens".

Voz de Tetê Espíndola também está no registro fonográfico  (Foto: Reprodução Youtube)Voz de Tetê Espíndola também está no registro fonográfico (Foto: Reprodução Youtube)

O resgate das vozes femininas é homenagem às cantoras, musicistas, compositoras, poetisas, maestrinas e instrumentistas. “A ideia é valorizar nossas mulheres como artistas que contribuíram com a cultura musical”, afirma Carlos Luz. Para a exposição, o pesquisador disponibilizou capas dos discos que tem participação das artistas. “Queremos preservar a cultura regional, todas são importantes, independente do seu sucesso ou da quantidade de músicas gravadas”, explica.

Lídia Baís gravou um disco tocando músicas de autoria, que poucos conhecem   (Foto: Reprodução internet)Lídia Baís gravou um disco tocando músicas de autoria, que poucos conhecem (Foto: Reprodução internet)

Raridades - Entre os discos que já passaram pelas mãos do pesquisador, está o trabalho da artista plástica Lídia Baís, que apesar do público não ter conhecido seu lado musical, fez uma gravação com composições próprias. “Foi um discos de vinil independente, com poucos recursos de áudio. São discos másters, únicos. Não passaram por mixagem ou masterização”, releva Carlos.

A obra foi doada pela família de Lídia e hoje está no MIS (Museu da Imagem e do Som). “São músicas de autoria dela ou ensaios musicais em que ela tocava no piano. Esse acervo ainda precisa ser digitalizado para poder ser ouvido com qualidade”, disse. Somente depois de passar por uma recuperação é que a população poderá conhecer o trabalho da artista que marcou uma geração. “O valor histórico não tem preço”, destaca o pesquisador.

Outra raridade é o LP (Long Play) de Glauce Rocha. “Ela é conhecida pelo teatro, cinema, mas gravou em LP uma peça teatral que se chama ‘O Belo Indiferente’. Esse trabalho está exposto, por ser um fonograma e não somente música. Com esse tipo de projeto e tantos outros que temos de poesias, que definimos o ‘Projeto Memória Fonográfica MS’”, explicou. 

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