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Comportamento

Amor que custou a chegar se tornou “chácara” dos sonhos no Campo Belo

Em 20 anos de história, casal resolveu trazer plantas e simplicidade da memória para construir lar encantador

Aletheya Alves | 07/10/2022 06:36
Elida e Jovelino contam que a simplicidade da área rural foi mantida no meio da cidade. (Foto: Kísie Ainoã)
Elida e Jovelino contam que a simplicidade da área rural foi mantida no meio da cidade. (Foto: Kísie Ainoã)

No meio do Jardim Campo Belo, Elida Lopes Martins, de 68 anos, e Jovelino Miguel, de 53, resolveram transformar seu pedaço de terra no mais próximo que conseguiram da "chácara" dos sonhos dentro da cidade. Desde então, se passaram mais de 20 anos com os dois cultivando plantas e o amor que demorou a chegar.

Quem caminha pela Rua Alberto da Veiga consegue perceber o cuidado com o entorno da casa que se esconde atrás de muros altos. Como se uma lupa fosse colocada no verde da calçada, o interior do terreno é uma ampliação das histórias guardadas pelas árvores que unem o lado de fora com o interior do terreno.

De conversa fácil, Jovelino nem pensou duas vezes antes de nos convidar para entrar e começar a contar sobre como uma casinha envolta por terra evoluiu junto com o casamento. “Elida já morava aqui e como sempre fui jardineiro, a gente se juntou para ir arrumando tudo. Se eu não tivesse vindo, talvez ela até já tivesse vendido isso aqui e ido para outro lugar”, conta.

Confirmando que as últimas décadas foram construídas como cenário do casamento, Elida explica que realmente resolveu permanecer no mesmo endereço para construir a “chacarazinha” ao lado do companheiro. “A vida toda sempre falei que aqui era minha chácara e como ele foi plantando um pouco de tudo, só ficou melhor. Me lembro de falar para ele que a gente ia combinar porque eu tinha uma terra calma para ser nossa”.

Jardineiro, Jovelino é quem plantou cada árvore dentro e fora de casa. (Foto: Kísie Ainoã)
Jardineiro, Jovelino é quem plantou cada árvore dentro e fora de casa. (Foto: Kísie Ainoã)
Portãozinho de madeira foi mantido para não abandonar as lembranças de quando quase tudo era terra. (Foto: Kísie Ainoã)
Portãozinho de madeira foi mantido para não abandonar as lembranças de quando quase tudo era terra. (Foto: Kísie Ainoã)

Vendo o tempo passar, os dois escolheram fazer com que parte da terra espalhada virasse cimento, mas nunca abandonando o verde. Além de escolher os locais para plantar de laranjeira até pé de acerola, o casal também manteve um portãozinho feito de madeira e uma área com cadeiras só deles, tudo para lembrar as memórias da área rural.

Relembrando a história de como os dois se conheceram, a moradora brinca que não imaginava que aqueles dias iriam se tornar uma vida. "Eu já tinha uma certa idade e uma colega me perguntou se eu não tinha vontade de conhecer alguém. Lembro que fiquei com vergonha porque eu era mais velha do que ele, mas deu certo".

Já Jovelino garante que desde o começo já sabia que o caminho seria extenso. "Fui conversar com ela e a gente começou a se encontrar. Gostei dela e desde então a gente não se separou", completa.

Área com duas cadeiras de fio não poderiam faltar no cotidiano do casal. (Foto: Kísie Ainoã)
Área com duas cadeiras de fio não poderiam faltar no cotidiano do casal. (Foto: Kísie Ainoã)
Orgulhosos do que plantaram durante os 20 anos de casamento, os dois contam que ainda há muito para se fazer. (Foto: Kísie Ainoã)
Orgulhosos do que plantaram durante os 20 anos de casamento, os dois contam que ainda há muito para se fazer. (Foto: Kísie Ainoã)

Hoje, os dois comentam que nem se imaginam longe do lar que criaram no Campo Belo com a chacarazinha adaptada. “Quando eu cheguei aqui o bairro era muito feio, em volta da casa não tinha nada. Mas com ele foi ficando mais bonito, então não dá vontade de sair mesmo. A gente trabalhou muito durante a vida, agora ficamos mais aqui juntos”.

Paranaense, o jardineiro explica que desde muito novo começou a ter contato com a terra e desde então se apaixonou. “Precisa gostar de cuidar, eu fui plantando tudo aos poucos e ainda vai ficar mais bonito. Tem muita coisa para fazer ainda”.

Seja no cuidado com as trepadeiras que cobrem parte de uma cerca ou na produção de novas mudas para renovar cada espaço, Jovelino detalha que seus dias têm ficado cada vez mais calmos. Assim como o marido, Elida conta que com a passagem da idade, o carinho pela casa e pelo companheiro têm florescido de jeitos mais dedicados.

Dedicados ao lar, os dois completam que muita coisa já foi passada e que hoje resta cuidar das memórias produzidas por ali. E plantar ainda mais.

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