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Campo Grande, Sábado, 18 de Agosto de 2018

11/01/2018 08:53

Aos 50 anos, Ivalney realiza sonho e viaja de bicicleta por toda América do Sul

Era um sonho de infância que agora virou presente de aniversário

Thaís Pimenta
A bandeira do Brasil vai junto, identificando de ontem o viajante veio. (Foto: Marcos Ermínio)A bandeira do Brasil vai junto, identificando de ontem o viajante veio. (Foto: Marcos Ermínio)

Apaixonado por bicicletas desde a infância, Ivalney Lucena Xarão se deu de presente de aniversário de 50 anos uma viagem pela América do Sul e pelo litoral do Nordeste brasileiro, mas sob duas rodas. Numa hora dessas, ele já partiu de Campo Grande de bicicleta e pretende voltar pra casa só daqui dois anos. Sua bandeira é o projeto Giro D'água, que pretende levar a consciência do uso da água potável pela América do Sul. “O objetivo é alertar as pessoas por onde eu passar, fazendo registros em fotos e vídeos de locais onde já houve qualquer tipo de degradação da água e que por esse motivo já é escasso a água potável para a população local”.

Mas essa não é a primeira cicloviagem do analista de sistemas. Ele bota a bike na estrada desde 1993 e já realizou sonhos antigos, como o de ir até Corumbá, para o Rio de Janeiro e, o mais recente, pedalar pelo litoral brasileiro. “Fiquei um tempo parado por conta do nascimento da minha filha, por priorizar a criação dela. Em 2014 voltei a ativa, meu destino era Corumbá. Aos poucos fui retomando o condicionamento físico também", comenta ele.

É a primeira vez que ele se desafia a tanto: são quase 30 mil quilômetros pedalados - haja disposição! O que mais motiva Ivalney a partir pra tantas aventuras é a sensação que a bicicleta o permite vivenciar. "Você pode ir de carro, de avião ou de ônibus mas nunca vai ser tão intenso como a bike. Ela te permite estar no ambiente, fazer parte. Se eu me  canso, por exemplo, sento no meu banquinho debaixo de uma sombra e pronto, já estou no meio de tudo aquilo".

O trecho em azul é o que Ivalney pretende percorrer por dois anos. (Foto: Acervo Pessoal)O trecho em azul é o que Ivalney pretende percorrer por dois anos. (Foto: Acervo Pessoal)

De Campo Grande, o viajante vai pro Rio Grande do Sul, parte pro Paraguai e depois sobe o mapa, rumo a Venezuela. "Chegar ali em Ushuaia vai ser um marco importante pra mim".

Ele completa: "Volto pro Brasil pela Amazônia, vou pelo litoral nordestino. Quando chegar no fim, quebro pelo interior e retorno à minha casa".

Em cima de sua Giant, Ivalney pretende percorrer uma média de 50 km por dia. E ele quer economizar o máximo possível, especialmente com estadia, por isso carrega consigo uma barraca e uma lona, para se acomodar nas noites de descanso. "Eu confio muito na bondade dos sul americanos. Acho inclusive que serei acolhido por muita gente no meio do caminho".

Além do peso da bike, o cicloviajante carrega cerca de 30kg em suprimentos, como câmaras para o pneu, máquina fotográfica, carregador solar, comidas não perecíveis, caixinha de som, garrafa térmica, mudas de roupa, um mini botijão de gás com boca portátil, um tantinho de café, açúcar e uma cafeteira italiana. "Não dá pra ficar sem meu cafezinho de manhã".

A Giant e os mantimentos que vão junto a Ivalney nos 30 mil quilômetros. (Foto: Marcos Ermínio)A Giant e os mantimentos que vão junto a Ivalney nos 30 mil quilômetros. (Foto: Marcos Ermínio)

Para ele, a parte mais desafiadora de tudo promete ser os desertos, como o Salar de Uyuni, e as áreas de extrema altitude. "Para não ser pego de surpresa pretendo consultar diariamente as altimetrias no aplicativo de celular".

O orçamento mensal prevê que ele gaste R$ 1 mil e 500, sendo que o seu mais gasto deve ser com alimentação. As pessoas podem ajudá-lo doando uma contribuição mensal no Apoia-se. Além disso, os curiosos terão acessos a todas as aventuras pelo Instagram  e Facebook  de Ivalney. 

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Ivalney um dia antes de partir se sentia ansioso para pegar a estrada, mas não se sente temeroso. (Foto: Marcos Ermínio)Ivalney um dia antes de partir se sentia ansioso para pegar a estrada, mas não se sente temeroso. (Foto: Marcos Ermínio)


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