Após 27 anos de serviço, bombeiros se despedem levando Alex em casa
Vídeo mostra colegas indo com o militar até o Aero Rancho em reconhecimento à trajetória
Um vídeo publicado pelo Corpo de Bombeiros nesta manhã (1º) mostra um momento simples, mas com significado para o subtenente Alex Rodrigues da Silva e para seus amigos de profissão, após 27 anos de atuação na corporação.
Em vez de cerimônia formal para se aposentar, os próprios colegas fizeram questão de levá-lo até em casa, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande, em respeito à história dele construída ao longo de quase três décadas de serviço.
Na publicação, a corporação destaca a trajetória do militar com palavras que refletem o reconhecimento interno: “Sua caminhada deixa marcas de comprometimento, disciplina e respeito à missão de salvar vidas.”
A despedida também destaca o vínculo entre os bombeiros, que vai além da rotina de trabalho. “Fica a gratidão de todos os bombeiros militares que tiveram o privilégio de servir ao seu lado.”
Para o subtenente Alex, de 53 anos, a sensação é de dever cumprido. Ele conta que passou toda a carreira no serviço operacional, lidando diretamente com ocorrências de diferentes tipos. Situações que, segundo ele, nunca são iguais.
“São várias experiências, várias ocorrências. Cada uma é de uma maneira”, resume.
A escolha pela profissão veio quase por acaso. “Eu não conhecia o que era ser bombeiro ao certo. Eu vi o concurso, me interessei e fui conhecer”, lembra. “Ficou no meu coração que, se Deus abrisse a porta para eu entrar no bombeiro, eu entraria. E assim eu entrei.”
Ao longo dos anos, algumas histórias ficaram marcadas, não só pelo atendimento, mas pelo impacto que tiveram depois. Uma delas voltou de forma inesperada.
Ele conta que atendeu uma mulher que passou mal dentro de um ônibus. Dias depois, em um momento pessoal difícil, ouviu da avó um relato que chamou atenção: “Ela contou que, em uma reunião, uma senhorinha disse que passou mal e foi atendida por um bombeiro, que foi como um anjo de Deus.”
Sem saber que era ele, a mulher descreveu o atendimento. “Duas coisas que ela lembrava... e eu vi que era a ocorrência que eu tinha atendido”, recorda.
Para Alex, episódios como esses ajudam a entender o peso da profissão. “Você tem valor, você é importante. Quando a gente faz com dedicação e carinho, haverá fruto.”
Natural de Cuiabá (MT), ele se mudou para Campo Grande ainda jovem e construiu aqui não só a carreira, mas a família. Casado e pai de quatro filhos, decidiu se aposentar após cumprir todos os requisitos para a aposentadoria integral. Agora, a ideia é desacelerar. “Quero respirar um pouco.”
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