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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

14/09/2017 07:52

Avesso à tecnologia e ao GPS, tem quem rode a cidade só com mapa da cabeça

Francelino trabalha há 10 anos como taxista e foi eletricista da Enersul por mais de 30, por isso conhece toda a cidade

Lucas Arruda
Francelino garante ser mais rápido do que quem usa GPS (Foto: André Bittar)Francelino garante ser mais rápido do que quem usa GPS (Foto: André Bittar)

Com a facilidade do GPS quase ninguém mais fica rodando e rodando até achar o endereço que precisa. Foi no caminho de uma reportagem outro dia, que percebi que o motorista aqui do Campo Grande News, o seu Simão, não gosta nem um pouco de quando usamos o mapa do celular para encontrar a casa de uma fonte, ele só usa um todo plastificado que guarda no porta-luvas ou recorre à memória.

Vendo ele ser enfático na recusa do GPS, resolvi procurar outras pessoas que também não gostam de usar tecnologia para rodar a cidade e voltar no tempo para mostrar como as coisas sempre funcionaram, mesmo sem as facilidades da internet. Foi aí que encontrei o taxista Francelino da Silva, um senhor de 64 anos que trabalha no ponto de táxi do Aeroporto.

Francelino não trabalha como taxista há tanto tempo assim, faz 10 anos que está no profissão. Mas antes de se aventurar levando pessoas de um canto a outro da cidade ele era eletricista da concessionária de energia, então já andava por toda Campo Grande. “Trabalhei mais de 30 anos lá, isso me ajudou muito depois que virei taxista”, afirma.

Ele não utiliza um mapa físico, só o que está em sua cabeça. “Eu já rodei muito, pela cidade toda, então quando chamam já vou lembrando se levei algum passageiro para essa região ou se já fui por esse lugar resolver algum problema de luz”, conta.

Para ganhar o passageiro ele aposta na simpatia. Conversar com quem entra no seu táxi é algo importante. “Vamos conversando dos assuntos mais diversos, não tem um GPS falando no meu ouvido”, brinca.

Por não usar a tecnologia dos mapas, ele garante que a corrida sai muito mais rápido do que com quem usa. “Por eu já saber o caminho de cabeça acabo sendo mais veloz em deixar o passageiro. Também sei onde o trânsito costuma ser mais pesado, aí procuro desviar e assim vou indo”, explica.

Mas não é sempre que a memória o salva, Francelino confessa que já teve que usar o GPS. “Foram pouquíssimas vezes, a cidade cresceu muito e tem algumas ruas novas, bairros inteiros diferentes, mas é só uma vez, quando eu volto eu já me lembro como é, minha cabeça ainda tá muito boa”, garante.

Sobre usar o mapa físico, ele também não gosta de usar por achar muito grande e que se perde muito tempo neles. “O que eu tenho é todo plastificado, fica fazendo reflexo do sol, me incomoda e incomoda os passageiros. Além de ocupar muito espaço, prefiro confiar na minha caixola”, finaliza.

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