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Campo Grande, Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

18/01/2018 12:47

Casal faz bazar para filha comer e respirar sozinha depois de tratamento

Thailla Torres
O bazar é para contribuir com o tratamento da pequena Ana Vitória. (Foto: Darlan Kosack)O bazar é para contribuir com o tratamento da pequena Ana Vitória. (Foto: Darlan Kosack)

Aos 6 meses, Ana Vitória é a alegria da família que enfrenta uma jornada pela sobrevivência da menina desde o nascimento. Depois de uma longa luta para engravidar, agora os pais fazem um bazar para custear o tratamento da filha, que consome cerca de R$ 4 mil por mês.

Ana Vitória nasceu em julho do ano passado e, desde depois de complicações no parto virou uma resistente. Primeiro, foram 83 dias internada e entubada na UTI do Hospital Regional, em Campo Grande. Agora, em casa, o quartinho planejado teve que dar espaço aa aparato necessário para garantir qualidade de vida ao bebê.

“Era para ela estar super bem, saudável, mas, infelizmente, o parto trouxe complicações”, lembra a mãe, psicóloga, Genilaine Araújo Alves, de 38 anos. A família sustenta que houve negligência médica e violência obstétrica, o que fez com que Ana Vitória dependesse de traqueostomia e sonda gástrica para respirar e se alimentar.

“Estamos correndo atrás como podemos para ajudar no desenvolvimento dela. A Aninha tem chances de recuperação e é em cima disso que a gente está indo. Mãe é capaz de fazer qualquer coisa”, explica Genilaine.

Calçados de numeração 34 e 35 estão à venda.(Foto: Arquivo Pessoal)Calçados de numeração 34 e 35 estão à venda.(Foto: Arquivo Pessoal)
Tem peças de marca também. Tem peças de marca também.

Movidos pela esperança de ver a filha respirar e se alimentar sozinha, ela e o marido organizaram tudo o que tinham em casa para colocar à venda em um bazar neste domingo. “São as nossas coisas que estamos tirando para vendar. Tapete, eletrodomésticos, móveis, roupas e sapatos em bom estado. O que eu usava para trabalhar e sempre mandei lavar em lavanderia”, especifica a mãe.

Com tudo bem cuidadinho, há bolsas e botas das marcas Capodarte e Dumond usadas apenas uma vez. De vestuário, são peças nos tamanhos 40 e 42 e calçados de numeração 34 e 35.

“Abrimos nossa casa porque os gastos que estamos tendo são bem altos. Nossas economias já foram. Fizemos rifas, venderemos ainda o carro, também paramos de trabalhar, porque ela precisa de cuidados constantes”, explica a mãe.

A menina tem apresentado aos médicos uma boa resposta ao tratamento. “É uma equipe de especialistas em reabilitação, porque ela está usando traqueostomia e se alimenta através da gastro, então precisa de um trabalho focado e muito eficaz, para ela conseguir deglutir, sugar e respirar de forma eficiente sem depender destes procedimentos”, ressalta.

Fora o tratamento, a família comprou aparelhos de aspiração. Só um deles custou cerca de 3 mil reais. “Investimos porque a vida dela depende deles. Como ela não consegue engolir a salivinha, a gente tem que aspirar, se não ela pode até se afogar”, conta a mãe. O tratamento com terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas é coberto pela Unimed, plano de saúde pago pela mãe de Geninha, avó de Ana Vitória.

O casal também conta com a ajuda de amigos e familiares, mas na conta ainda entram os materiais como alimentação e seringas. “Por isso nossas economias já foram, mas não me arrependo. Pela minha filha, sou capaz de fazer qualquer coisa”, completa.

O bazar será realizado neste domingo (21), das 9h às 17h, na casa da avó de Ana Vitória, na Rua Humberto de Campos, 209, Vila Célia. A família disponibilizará maquininha de cartão para valores maiores, mas dá preferência para dinheiro em espécie.

Pelo evento no Facebook é possível ver mais peças que estarão no bazar.

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