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Comportamento

Casal troca Capital por vida desacelerada em rancho com “praia”

Hilário e Lívia resolveram se mudar para o interior para viver uma vida mais tranquila em meio à natureza

Por Bárbara Cavalcanti | 18/10/2021 07:22
Casa de madeira de Hilário e Lívia em rancho em Piraputanga. (Foto: Arquivo Pessoal)
Casa de madeira de Hilário e Lívia em rancho em Piraputanga. (Foto: Arquivo Pessoal)

Morar em um rancho decorado, andar de bicicleta no campo, tomar banho de rio e viver uma vida tranquila, desacelerada. Essa foi a escolha do casal Hilário Cavalieri de Alencar Freitas, de 36 anos e Lívia Xavier de Lima, de 35, que há 4 anos, trocaram Campo Grande por Piraputanga, distrito de Aquidauana, distante 122 quilômetros da Capital. “Em Piraputanga, não existe stress”, comentou Hiláro.

Trocar a cidade pelo interior para ficar mais próximo da natureza é, inclusive, uma decisão que a maioria dos leitores do Campo Grande News também tomaria. Conforme o resultado da enquete de ontem, 65% escolheram que sim, trocariam a Capital pelo campo, contra 35%, que não.

De acordo com Lívia, tudo aconteceu sem que os dois planejassem. “Quando a gente viu, Hilário já passava mais tempo em Piraputanga do que em Campo Grande”, se diverte. “Ele estava mais empolgado do que eu, mas eu gosto muito daqui. É outra coisa viver em meio a natureza”, detalha.

De início, o casal comprou o rancho apenas para lazer. O local não é tão grande, repleto de verde e com decoração rústica, típica de uma região interiorana. O casal fez a restauração por conta própria. A paisagem da janela da sacada dá direto para o verde da mata.

Hilário é arquiteto, administrador e corretor de imóveis. No distrito, resolveu fazer do próprio rancho, o lugar onde todas essas atividades se reunissem. Teve a ideia do viveiro depois de ter dado alguns cursos para a comunidade, com opções de árvores de plantas ornamentais, nativas e frutíferas e mais de 10 mil mudas.

“Eu já trabalhei em escritório e em comércio em Campo Grande. O viveiro ainda estou tentando organizar, e o plano é transformar isso aqui em uma hamburgueria também. Quero que as pessoas cheguem aqui para dar uma olhada nas plantas, com espaço para sentar e comer, uma coisa assim”, comenta.

Hilário com as plantas disponíveis no viveiro em Piraputanga. (Foto: Arquivo Pessoal)
Hilário com as plantas disponíveis no viveiro em Piraputanga. (Foto: Arquivo Pessoal)

Já a rotina de trabalho de Lívia mudou pouco. Ela é artesã, faz bolsas artesanais e também oferece cursos, atividades que lhe dão liberdade geográfica. “Antes, eu fazia enxovais de bebê, mas agora, com o deslocamento, mudei de nicho. Faço agora o que eu sempre quis, que é trabalhar com as bolsas. Não tenho tanto contato com a população quanto o Hilário, pois passo a maior parte do tempo no ateliê, mas gosto muito daqui”, reforça.

Lívia em seu ateliê de bolsas artesanais em Piraputanga. (Foto: Arquivo Pessoal)
Lívia em seu ateliê de bolsas artesanais em Piraputanga. (Foto: Arquivo Pessoal)

O casal tem uma filha, Maria Fernanda, de 11 anos, que também amou a mudança. “Se falar em voltar para Campo Grande, ela não gosta. Quando viemos para cá, ela estava tendo aulas em EAD, mas era preciso mudar de escola. Ela de início não queria mudar, mas entre ter que trocar de escola ou voltar para Campo Grande, ela preferiu a escola nova mesmo”, ri Lívia.

“Acabou que mudamos de vida, mas ainda assim, foi uma mudança que nem teve tanto problema de adaptação”, ainda acrescenta. “A gente já vivia uma vida mais tranquila em Campo Grande. Mas agora, a energia do lugar, estar perto da natureza, não ter que lidar com trânsito e poder ver a paisagem, é muito bom”, detalha.

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