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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

01/09/2017 07:17

Com criação rígida, ator só comemorou o primeiro aniversário aos 33 anos

Como Testemunha de Jeová , ele não comemorava Aniversário, Páscoa, Dia dos Pais, Dia das Mães, entre outras datas festivas

Lucas Arruda
Na festa desse ano Fabrício reuniu amigos para comemorar a chegada dos 36 (Foto: Reprodução Facebook)Na festa desse ano Fabrício reuniu amigos para comemorar a chegada dos 36 (Foto: Reprodução Facebook)

Ano a ano, muita gente não vê a hora de chegar o dia de ficar mais velha. Mas essa ansiedade gostosa não é compartilhada por todo mundo. Praticantes da religião Testemunhas de Jeová não comemoram aniversário, Páscoa, Dia dos Pais, Dia das Mães, entre outras datas festivas. Para eles, qualquer celebração só pode ser para Deus.

O ator douradense Fabrício Moser, que completou 36 anos no dia 14 de agosto, cresceu como Testemunha de Jeová por influência da mãe e mesmo depois de não seguir mais a religião optou por continuar a não comemorar o aniversário. “Com o tempo essas datas acabam perdendo um pouco do sentido, então, por não ser acostumado a celebrar, não fazia festa”, conta.

Na infância era um pouco complicado já que os amigos, vizinhos, colegas de escola sempre faziam festinhas de aniversário e convidava Fabrício e os irmãos, mas além de não poderem eles mesmo fazer festa não podiam comparecer às festas dos outros.

“Era difícil a gente lidar, os amigos ganhavam presentes de aniversário, compartilhavam com a gente e nós não tínhamos nada daquilo. Quase não íamos às festas deles, minha mãe não deixava. A gente só ia quando era um amigo muito próximo mesmo, mas não levávamos presentes”, lembra. “Ela sofria em nos dar a negativa, porém seguia suas convicções com fervor”.

Aniversário de 35 anos de Fabrício Aniversário de 35 anos de Fabrício

O hábito só mudou em 2014, ano em que perdeu os pais e decidiu passar o aniversário de 33 anos em sua cidade natal. “Moro no Rio de Janeiro há uns 7 anos, naquele ano decidi ir até minha irmã”, recorda.

Ele desceu no aeroporto e quando chegou na casa de sua irmã havia uma festa surpresa. “Eu já havia ganhado presentes em meu aniversário antes, mas festa mesmo foi a primeira”, afirma.

De lá pra cá ele faz questão de celebrar a data todos os anos, seja com amigos e familiares ou sozinho. “Que tenha balões, língua de sogra, bolo ou não vou comemorar de alguma maneira, faço questão”, frisa.

Da criação ele vê um lado positivo, já que as não comemorações fizeram com que a família não cedesse ao consumismo exagerado que remetem essas datas. “Minha mãe também dizia que todos os dias era motivo de orgulho por estarmos vivos, que todos os dias eram dia dos pais ou das mães”, declara.

Hoje o contato com a religião na existe. Ele diz que não está condicionado a nenhuma, mas que segue os ensinamentos de várias que acha interessante para sua vida. “O teatro se tornou minha religião”, conclui.

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Eu acho um erro os pais escolherem quaisquer coisas para os filhos e obriga-los a seguir suas escolhas. Os filhos devem escolher o que querem ser e o que querem fazer. O que os pais podem fazer é aconselhar, orientar e educar. Depois os filhos crescem e fazem suas próprias escolhas e muitas vezes não são as que os pais escolheram para eles. Ninguém é feliz sendo obrigado a seguir uma religião que não escolheu. Ninguém é feliz seguindo uma carreira que não escolheu. Temos o livre arbítrio para viver como queremos e nossa vida depende de nossas escolhas. Se formos felizes ou infelizes não poderemos culpar ninguém pelas escolhas que fizemos.
 
SELMA LOPES em 01/09/2017 09:24:41
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