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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

31/05/2018 07:26

Em 1989, bingo no estádio Morenão era sonho de consumo de campo-grandense

Thailla Torres
Na foto, é possível ver alegria de Val e o estádio Morenão lotado aos domingos. (Foto: Arquivo Pessoal)Na foto, é possível ver alegria de Val e o estádio Morenão lotado aos domingos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Quem nasceu dos anos 90 pra cá sabe pouco ou quase nada de uma das diversões que atraia milhares até o Estádio Morenão, e não pelo futebol. A foto acima é a lembrança que provoca saudade à jornalista Val Reis, de 43 anos. Foi uma das edições do bingo que virou sonho de consumo para o campo-grandense otimista. Na época, o prêmio era um carro 0km, sempre exposto no gramado.

Val tinha 15 anos nesse tempo. Ela ia até o Morenão aos domingos com o pai, a mãe e as irmãs mais velhas. "Era uma tradição em casa. Meus pais gostavam muito e a gente também se apaixonou, porque era muito divertido".

A saudade é tanta, que Val até hoje gosta do bingo, embora a diversão comercial seja proibida no Brasil, naquele tempo era diferente, lembra. "Lotava, era como se fosse um jogo da Copa do Mundo em outro estádio, mas aqui era o bingo. E todo mundo se conhecia".

Val e a irmã foram tirar foto com o carro que não ganharam. (Foto: Arquivo Pessoal)Val e a irmã foram tirar foto com o carro que não ganharam. (Foto: Arquivo Pessoal)

À época, ela trabalhava como secretária para o empresário Beto Pereira, dono da rede de supermercados Comper, que ainda era pequena. Parte do salário, ia para a compra de cartelas que faziam a cabeça do público todo domingo.

Na lembrança, uma equipe vinha do Nordeste para controlar o bingo. "Era controlado por computadores, com vários monitores no estádio. Então, quem ganhava, eles sabiam quem era".

O jogo parecia ainda mais divertido porque naquele tempo todo mundo se conhecia. "Ninguém brigava, todo mundo queria brincar e pessoas muitos próximas sempre ganhavam prêmios. Então a gente acreditava que ganharia também".

Val acredita que poucas pessoas sabem da história. "Não durou muito tempo e só depois foi que a internet chegou a Campo Grande. Acho que por isso, pouco é falado desse momento que marcou a cidade. Mas metade da população da época foi lá jogar".

Val nunca ganhou o carro apesar da vontade e dedicação ao bingo. Mas em uma da edições fez questão de descer da arquibancada e tirar uma foto com o veículo na companhia da irmã. "Na foto, os dois homens da esquerda eram os responsáveis da informática, que controlavam o bingo pelo computador. Do lado direito, está a pessoa que cantava as pedras do bingo, o Cachopa Promoções", recorda.

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