Ensaio documental mostra rotina de quem faz o Mercadão funcionar
No trabalho, a fotógrafa Sara Selzler valoriza os trabalhadores do cartão postal de Campo Grande
O Mercadão Municipal de Campo Grande virou cenário de um ensaio fotográfico documental que busca mostrar o que muita gente não percebe na correria do dia a dia, o cotidiano de quem mantém o espaço funcionando.
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O Mercadão Municipal de Campo Grande tornou-se palco de um ensaio fotográfico documental realizado pela fotógrafa Sara Selzler. O projeto busca valorizar os trabalhadores do local, registrando momentos espontâneos do cotidiano, sem poses ou interferências. Ex-professora de sociologia, Sara dedicou-se à fotografia profissionalmente há dois anos. O ensaio, que levou uma hora para ser concluído, está concorrendo a um concurso nacional e pode resultar em uma exposição em São Paulo, levando visibilidade artística ao Mato Grosso do Sul.
A ideia partiu da fotógrafa Sara Selzler, que decidiu usar a fotografia como ferramenta de valorização dos trabalhadores do Mercadão. O trabalho, feito de forma espontânea e sem poses, está concorrendo a um concurso nacional de fotografia e pode render uma exposição em São Paulo.
Antes de viver da câmera, Sara era professora de sociologia da rede estadual e conciliou, por um tempo, a sala de aula com os primeiros trabalhos como fotógrafa.
“Eu era professora e sempre gostei muito. Mas a fotografia sempre esteve presente. Eu olhava as coisas e pensava no que daria uma boa foto. Esse olhar sempre existiu”, conta. Há cerca de dois anos, ela passou a atuar profissionalmente e se dedicar exclusivamente à profissão.
Natural de Dourados, Sara mora em Campo Grande há cerca de um ano e diz que a cidade foi determinante para o ensaio. “O Mercadão é um lugar muito característico de Campo Grande. Quando eu vinha visitar minha irmã, a gente sempre passava lá, seja para comer pastel ou comprar coisas típicas. É um ponto turístico e muito marcante”, lembra.
O foco do trabalho de Sara é a fotografia documental, estilo que prioriza registrar a cena como ela acontece, sem interferência. “É mostrar o cotidiano das pessoas, a realidade crua. Sem pose, sem ensaio. É observar o que está acontecendo e capturar aquele momento”, explica.
Segundo ela, o Mercadão reúne inúmeras cenas que passam despercebidas. “É um lugar onde muita coisa acontece ao mesmo tempo, mas a gente não se dá conta. Mesmo sendo movimentado, existem momentos de pausa. E era isso que eu queria mostrar”, revela.

O ensaio foi feito na última semana e levou cerca de uma hora para ser concluído. A ideia surgiu durante uma visita ao Mercadão com a mãe. “Eu fui com minha mãe e resolvi levar a câmera. Comecei a observar a dinâmica dos trabalhadores, a interação com os clientes, e fui fotografando”, pontua.
As imagens mostram exclusivamente vendedores e trabalhadores do local, muitos deles idosos, algo que chamou a atenção da fotógrafa. Para Sara, o principal objetivo do ensaio é dar visibilidade a quem sustenta o Mercadão no dia a dia.
“A atração do Mercadão é o consumo, a comida, as compras. Mas existe uma troca ali entre quem visita e quem trabalha. A minha ideia foi justamente trazer visibilidade para essas pessoas”, destaca.
Essa proposta fez com que o ensaio fosse inscrito no Foto Doc, concurso nacional de fotografia documental. Caso seja selecionada, Sara participará de uma exposição em São Paulo.
“É difícil o Mato Grosso do Sul ter visibilidade artística. Normalmente tudo se concentra no Sudeste. Essa inscrição foi para mostrar que nosso Estado também está presente,” finaliza.
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