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Campo Grande, Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

27/02/2018 15:35

Fargo que 1950 rodou 100 mil km pelo Brasil e agora procura dono

Motor original foi substituído por um 2.8 Sprint Mwm diesel. O original está guardado.

Anahi Gurgel
Anderson exibe a Fargo que o acompanha diariamente há 12 anos. Chegou hora de passar adiante. (Foto: Anahi Gurgel)Anderson exibe a Fargo que o acompanha diariamente há 12 anos. "Chegou hora de passar adiante". (Foto: Anahi Gurgel)

Em uma tarde dessas, estacionada no Bairro Taveirópolis, em Campo Grande, lá estava uma relíquia, com lataria desgastada, opaca, mas ainda imponente. O clássico Fargo Chrysler 1950 trazia nos vidros da cabine o anúncio de “vende-se”, acompanhado de um número de telefone. Nas rodas e pneus, marcas dos milhares de quilômetros percorridos Brasil afora.

O atual proprietário é um marceneiro que pagou R$ 50 mil, em 2006. Pelos cálculos, ele já conduziu a camionete verde por mais de 100 mil km pelas estradas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

“Difícil saber quantos quilômetros rodados desde sua fabricação, há 67 anos, mas tem muita história para contar. Antes de mim, sei que passou por cinco donos”, afirma o atual proprietário, Anderson Queiroz Barbosa, 43, que está com o carro desde 2006.

Placa informa o ano de fabricação da Fargo. Está à venda por R$ 80 mil. (Foto: Anahi Gurgel)Placa informa o ano de fabricação da Fargo. Está à venda por R$ 80 mil. (Foto: Anahi Gurgel)

 

 

 

A dificuldade em mensurar o quanto o clássico já rodou ocorre porque o motor original foi substituído poucos meses depois de Anderson comprá-lo. A lataria é de fábrica, mas mecânica atual tem motor 2.8 Sprint Mwm diesel. O original, a diesel, documentado, está guardadinho na casa de Anderson.

“Pesquisei muito sobre a pick-up. Descobri que só existem dois modelos 1950 no Brasil. O outro estava em Porto Alegre, mas foi vendido para um milionário de São Paulo”, soube.

“Chegou zerado em Campo Grande sob encomenda do General Duncan, que depois presenteou o grande amigo dele, Diniz. Esse vendeu o veículo para o japonês da Jamic, que ia para a colônica de S_10 e usava a Fargo só na cidade, quando vinha para a Capital. Também sei que passou pelas mãos de jornalistas como [Augusto] Viégas e Escaramuça [Edgar Lopes de Faria]”, lembra, sem precisar datas e sobrenomes.

Queiroz elenca com orgulho que a camionete possui ar condicionado, vidro elétrico e direção hidráulica. “Roda todos os dias. Tem que passar por alguns ajustes, mas está em perfeito estado de utilização", define.

Então por que está à venda? “Eu já vivi de tudo com esse carro. Aproveitei cada quilômetro com ele, mas agora chegou o momento de passar adiante. Não tenho apego, somente boa recordações", resume. 

O Fargo, que tem a data de fabricação estampada na placa, é carro para colecionador. “Com uma restauração ele fica ainda mais apaixonante”, reforça. Quanto? Por R$ 80 mil ele é seu. 

O contato do Anderson é (67) 9989-8140.

 

 

 



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