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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

09/10/2017 07:35

Grupo reúne meninas para falar sobre a transição da infância para a adolescência

Thailla Torres
O espaço é cuidadosamente preparado para que as meninas fiquem à vontade e sintam-se acolhidas.O espaço é cuidadosamente preparado para que as meninas fiquem à vontade e sintam-se acolhidas.

O espaço é cuidadosamente preparado para que as meninas fiquem à vontade e sintam-se acolhidas. Longe da censura e do medo, elas conversam no ''Ma Chérie: entre nós...", um núcleo de transição de menina à moça que busca conversar de forma saudável e consciente sobre as mudanças para quem está na fase infantil para adolescência. 

O encontro é para meninas de 10 a 21 anos, trazendo aspectos que muitas vezes ainda são tabus nos dias de hoje. "Na verdade vamos trazer de uma forma lúdica e muito suave, descobrimentos, dúvidas, ânsias e conflitos com o próprio corpo. Abrindo espaço para que elas falem sobre situações externas como social, família, relação com os pais e o primeiro amor. Tudo de maneira saudável e responsável", explica a terapeuta evolutiva Carolina Figueiró.

Como ritual de carinho, os pés foram lavados antes da conversa. Como ritual de carinho, os pés foram lavados antes da conversa.

O encontro surgiu depois de Caroline receber mulheres que quando eram meninas não tiveram o mesmo apoio na infância. "Vamos trazer ela para olhar a vida de uma forma totalmente diferente. Porque muitas mulheres deixaram de ser aquela menina no processo de conhecimento do seu próprio corpo, causando uma desconexão. Depois elas precisam de submeter a outra pessoa em busca de terapia e ajuda para eliminar conflitos com o próprio corpo. 

Sexualidade, amor, menstruação são alguns dos assuntos abordados em roda para trazer consciência sobre a vida intima. Antes de iniciar a conversa com Caroline e uma psicóloga, as meninas tiveram os pés lavados como sinal de cuidado e acolhimento. "É para elas se sentirem seguras desde o primeiro momento no espaço".

Serão cinco encontros, mas só o primeiro foi com a presença das mães. "Foi para elas também tranquilas de que as meninas estarão bem e tudo que será passado é de maneira responsável", reforça a terapeuta.

A professora Kátia Karine, de 39 anos, veio de Amambai com a filha de 12 anos depois de saber do encontro pela internet. "Eu achei muito interessante porque é uma fase muito decisiva na vida de uma pessoa. E ela ter contato com meninas da idade dela é uma troca muito válida", diz.

Com tanta informação em pouco tempo, para algumas mães, o encontro é a chance das filhas terem contato com assuntos no momento certo. "As vezes ela aprende sobre o próprio corpo de maneira distorcida e equivocada lá fora, aqui elas tem sensibilidade na hora de abordar o assunto. Acho que isso ajuda muito as meninas a se valorizarem e terem personalidade quando o assunto é o corpo e saúde delas", diz a dona de casa, Janaina Mongelli, de 42 anos.

Quem tiver interesse, as vagas são limitadas. Valores e informações pelo telefone (67)99967-8276 (Whatsapp)

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