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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019

01/11/2019 07:22

Na expectativa para o Enem, dica vai para os pais tão ansiosos quanto candidatos

A prova é depois de amanhã, a ansiedade toma conta dos candidatos e também dos pais que sonham em vê-los na faculdade

Alana Portela
Prova do Enem em 2018, com fachada de universidade lotada. (Foto: Marina Pacheco)Prova do Enem em 2018, com fachada de universidade lotada. (Foto: Marina Pacheco)

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é depois de amanhã e já dá aquele frio na barriga. A ansiedade toma conta dos candidatos e também dos pais que sonham em vê-los na faculdade. Os ânimos em casa ficam a “flor da pele”, mas é preciso manter a calma para ajudar os filhos a fazerem uma boa prova. Confira as melhores dicas que o Lado B separou para os pais.

Dica 1 – Não pressione o candidato. “Tenta deixar o filho na melhor forma possível. Não cobre muito porque causa ansiedade”, afirma Fernando Barney. “Dê força ao aluno, diga que confia nele e peça para fazer o seu melhor. Incentive também, ‘vai fundo que estamos juntos’, é o momento de dar a mão para o filho”, destaca.

Ele é o professor e coordenador do cursinho Dom Bosco de Campo Grande. Trabalha na área da educação há 22 anos e sabe bem como é ver o aluno ansioso e nervoso por conta da nota. Outra dica é evitar pressão psicológica. “Não cobre que estude um dia antes porque isso é uma preparação que acontece durante o ensino médio, não em um dia. O que dá, é pegar alguns tópicos importantes e revisar”.

No dia anterior, os pais também podem ajudar os filhos conferindo os documentos. “Eles acabam esquecendo algumas coisas, mas o que pode fazer para contribuir é verificar se tudo que o filho precisa está na mochila, documentos, canetas”, explica Fernando.

Outra questão importante, é que a prova vai ocorrer às 12h de domingo, o que interfere até na alimentação. “Tem que tomar cuidado com o horário, dependendo da distância o aluno tem que almoçar às 10h. Se for levar o filho, então saia o quanto antes por conta da distância devido ao trânsito e pegue o melhor caminho para evitar o engarrafamento e o estresse do aluno”.

Já que o almoço do candidato será num horário que, geralmente, ele não está acostumado, é interessante separar um lanche para o filho levar. “É para não passar mal porque alguns têm pressão baixa. O alimento também ajuda a tirar um pouco da tensão”, afirma o professor Fernando.

Portões fecham às 12h (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Portões fecham às 12h (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Carlos Passarinho, 51 anos, também tem dicas boas que vão ajudar em casa. Ele é professor há 30 anos e trabalha como coordenador do Ensino Médio na Funlec (Fundação Lowtons de Educação e Cultura). Sua primeira orientação é “deixe o filho descansar”. “É uma geração muito ansiosa então deixe tranquilo, ouvindo uma música suave para relaxar. Isso vai acalmá-los”.

No sábado, tenta preparar uma comida leve. “Uma alimentação saudável, mas nada muito pesado. O café da manhã também dar algo mais leve. Para levar [no local da prova] um cereal, uma fruta na hora da prova. Deixe uma garrafa com água para levar também. Transmita calma, trabalhe a autoestima ‘Você vai fazer o seu melhor’”, destaca Carlos.

E não são apenas as dicas antes da prova. A psicóloga Valéria Rezende da Silva afirma que os pais também têm que prestar atenção nas atitudes para não pressionar o filho depois do exame, já que na semana seguinte acontece a segunda etapa do Enem. “Não fique na porta do local esperando ele sair ou ficar perguntando quando vai sair o resultado”, diz. Essas são algumas ações que podem gerar estresse.

Ela tem 40 anos de carreira e já trabalhou muito com jovens que passaram pela mesma pressão psicológica. “Tem gente que coloca toda expectativa do mundo e vê no filho a chance de realizar o sonho que não conseguiu. Ter que corresponder à expectativa dos pais aumenta ainda mais a tensão deles”, explica. “Sou mãe, também passei por isso, então é muita calma nessa hora”, afirma.

A relação entre pais e filhos deve ser trabalhada o ano inteiro, para melhorar o laço de amizade. Caso o candidato tenha a impressão que não foi bem na primeira prova, o que pode ajudá-los é a motivação para realizar a segunda fase. “Tem mais uma chance de tentar. Ir bem é relativo porque ninguém vai tirar dez e também não sabe exatamente como está em relação aos outros estudantes. É não perder a esperança”.

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