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Comportamento

Não é "status": fingers chegam para acabar com sol e chuva no lombo

Passageiros comemoram fim do perrengue no embarque e desembarque na Capital

Por Natália Olliver | 22/04/2026 18:42
Não é "status": fingers chegam para acabar com sol e chuva no lombo
Finger de acesso ao aeroporto internacional foi inaugurado nesta quarta-feira (22). (Foto: Paulo Francis)

Enquanto parte do povo discute se “viramos cidade grande” por causa de uma ponte de embarque e desembarque no Aeroporto Internacional, os famosos fingers, por lá o assunto é outro.

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O Aeroporto Internacional de Campo Grande ganhou fingers, passarelas que conectam o terminal às aeronaves, e a novidade divide opiniões entre passageiros. Enquanto idosos e pessoas com mobilidade reduzida celebram o fim do desconforto sob sol e chuva, outros lembram que o avanço não resolve problemas maiores, como o alto preço das passagens e a falta de voos diretos para destinos sem escala em São Paulo ou Brasília.

Pode parecer brincadeira, mas a novidade veio como um alívio para quem não está nem aí com o novo título, mas sim com a notícia de que será feliz no simples, ou melhor, que os dias de sofrimento pegando sol e chuva no lombo acabaram.

Não é "status": fingers chegam para acabar com sol e chuva no lombo
Teresa Perdigão e Sérgio Perdigão viajam com frequência e amaram a mudança (Foto: Natália Olliver)

Teresa Perdigão, 72, resume sem rodeios. “Vamos parar de ser jacu, estamos dando um passo bem grande.” Para ela, o finger resolve o problema mais básico do passageiro. “Vai ser a melhor coisa para dias de chuva, muito sol e para cadeirantes. A maior dificuldade era sair e chegar debaixo de chuva.”

O marido, Sérgio Perdigão, 76, concorda e amplia o argumento. “Vai facilitar muito a locomoção, o embarque e desembarque, principalmente para nós, idosos e pessoas com necessidades especiais.”

Não é "status": fingers chegam para acabar com sol e chuva no lombo
Aeroporto internacional começa a operar com fingers nesta quarta-feira (Foto: Natália Olliver)

Ainda assim, coloca um freio no entusiasmo ao lembrar que o crescimento também traz efeitos colaterais. Segundo ele, a cidade não pode crescer acumulando problemas. “Só espero que não cresça demais para não crescerem muito os problemas. Vamos muito para São Paulo (SP) porque temos filhos lá e viajamos para o exterior com muita frequência”, completa.

As passarelas que conectam o terminal diretamente à aeronave têm dado o que falar, mas para quem viaja com frequência a coisa não chega a ser revolucionária, apenas escancara um atraso. Ianne Viédes, de 31 anos, diz que o modelo já é padrão há anos em outros lugares, mas que faz diferença na hora do embarque.

“Caminhar no sol quente é complicado. Não vou dizer que é uma mudança grande, mas é um começo.” Ao mesmo tempo, ela pondera que ainda falta bastante para que Campo Grande esteja à altura de um aeroporto internacional.

Não é "status": fingers chegam para acabar com sol e chuva no lombo
Áurea Silva comemorou as pontes de embarque porque não vai mais precisar andar no sol (Foto: Natália Olliver)

Nem todo mundo compra a ideia de que a novidade muda o status da cidade. Rosangela Tomasi, 68, rejeita o rótulo de atraso, mas reconhece o impacto prático da mudança.

“Não acho o povo daqui jacu. Eu acho que agora vamos ser cidade grande, graças a Deus. Quando viajamos e voltamos, é um sol terrível. Isso é maravilhoso.”

Áurea Silva Fernandes, 81, também concorda que a novidade vai facilitar a vida. “Você anda muito no sol e na chuva para chegar no avião.” Para ela, a ponte resolve um incômodo físico que sempre fez diferença, especialmente para ela, que viaja com frequência para estados como São Paulo e Santa Catarina.

A discussão sobre “ser ou não cidade grande” parece longe do campo de debate de muita gente. Rubens García Bueno queria que a novidade também afetasse o preço das passagens.

O finger pode até mudar muita coisa, mas não resolve o problema da falta de acesso aos voos e da inexistência de voos diretos para lugares próximos, ou seja, sem necessidade de conexões em São Paulo ou Brasília.

Não é "status": fingers chegam para acabar com sol e chuva no lombo
Não é "status": fingers chegam para acabar com sol e chuva no lombo
Rosangela Tomasi e Rubens García Buenoacham que cidade deve crescer mais agora (Foto: Natália Olliver)

Para ele, viajar de avião segue difícil por causa do preço. “Não está fácil viajar de avião. Depende do combustível, a oferta está muito esquisita, não está tendo. Aí acho que não vai ser fácil baixar o preço. A passagem depende do mercado. É difícil sair de Campo Grande para um voo direto, específico para uma cidade que você queira ir, não tem oportunidade nenhuma, não tem as companhias. Elas operam em grandes cidades.

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