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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

25/12/2016 07:05

Natal dos Ferreira reúne família por 3 dias em volta do "real" sentido da data

Paula Maciulevicius
Com o menino Jesus, as crianças João, Ana Luísa e Laiane. Netinhos de Vergulina e Madalena, as irmãs que organizam ceia dos Ferreira. (Foto: Arquivo Pessoal)Com o menino Jesus, as crianças João, Ana Luísa e Laiane. Netinhos de Vergulina e Madalena, as irmãs que organizam ceia dos Ferreira. (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois que a bisavó dos Ferreira partiu, só teve um ano que a família deixou de celebrar o Natal. Mas no ano seguinte, sentiram que não era esta a vontade de dona Amélia e então, o 25 de Dezembro passou a ter outro sentido. Ganhou proporção no tamanho e também na troca de carinho. Desde 2000, a festa acontece em chácaras, durante três dias e com direito a missa. E juntos eles agradecem pelo ano que passou e confraternizam também o lado espiritual.

O Natal chega a reunir 60 pessoas, entre família, agregados e amigos. Hoje, não tem quem não queira voltar depois de passar a ceia com os Ferreira. 

A história da família começa lá atrás. Dona Amélia, a matriarca teve seis filhos e desde sempre o Natal foi na casa dela. Ceia e almoço reunindo uma turma grande em volta da mesa. "Minha mãe faleceu em agosto de 1999. Só naquele ano que a gente não se reuniu", explica a escriturária Maria Madalena Ferreira Pereira, de 57 anos.

Dona Vergulina se tornou ministra da igreja e assumiu o papel de conduzir a missa em casa, todo Natal. Dona Vergulina se tornou ministra da igreja e assumiu o papel de conduzir a missa em casa, todo Natal.
Netinha Laiane na manjedoura que representa o menino Jesus logo no nascimento. (Fotos: Arquivo Pessoal)Netinha Laiane na manjedoura que representa o menino Jesus logo no nascimento. (Fotos: Arquivo Pessoal)
Toda a família reunida no momento da celebração. (Foto: Arquivo Pessoal)Toda a família reunida no momento da celebração. (Foto: Arquivo Pessoal)

Quando o ano 2000 chegou no calendário, o neto de Amélia contou que havia sonhado com a avó. A mensagem que ele sentiu que recebeu deixou a família tocada. Era para que o Natal voltasse. "Aí ele alugou uma chácara para fazer o Natal dos Ferreira. Então durante o período natalino, nós todos ficamos juntos. Se o Natal é domingo, na sexta-feira todo mundo vai chegando no local", completa Maria.

Durante este tempo, a filha mais velha de Amélia, dona Vergulina Ferreira Mello, fez o curso e se tornou ministra da Igreja Católica. Nos estudos, entendeu que o Natal vai muito além da troca de presentes.

"A importância é o nascimento de Jesus. Então tem pão e vinho consagrados, a parte religioso é como uma missa, onde faço todos os ritos", explica dona Vergulina.

Os netinhos entram levando o menino Jesus até o altar, que neste ano será o neto de Maria Madalena, Bernardo, de 2 anos. De trilha sonora, as netas formaram o "Trio Ternura" e são quem puxam os cânticos.

Os irmãos Bide e Ferreira, levando o pão e o vinho. (Foto: Arquivo Pessoal)Os irmãos Bide e Ferreira, levando o pão e o vinho. (Foto: Arquivo Pessoal)

"A hora do evangelho a gente lê e todo mundo participa. A primeira coisa que fazemos é a celebração", destacam as irmãs. São pelo menos 2h destinadas a este momento, até o Natal seguir com a ceia completa.

Os planejamentos começam com antecedência e divisão de custos. Neste ano, missa, ceia e almoço serão na casa de uma das seis filhas de Amélia, em Sidrolândia e até uma capela na casa foi erguida para isso, em devoção à Nossa Senhora de Fátima.

"O que nos une é a fraternidade, amor e fé", resume Maria Madalena. Até então, os natais da família eram baseados apenas na troca de presentes. "A gente primeiro tem que comemorar o nascimento de Jesus Cristo", corrige Vergulina.

O passo a passo começa com os cumprimentos e a recepção a todos os convidados. Sentadinhos nas cadeiras, começam as primeiras leituras e depois é aberto espaço para a partilha do que a palavra passada trouxe de lição. 

"Para mim, o Natal é o renascimento e até me emociona. A gente crê num Deus, então este é um momento sublime, porque a gente vê que está vivendo em um mundo muito conturbado, onde o amor já não faz parte e o que me emociona é isso, este amor em família", explica Maria Madalena.

Dona Vergulina, quem conduz toda a missa, tenta passar a importância do Natal pelo significado pregado entre os cristãos. "Nós festejamos o nascimento de Jesus, porque ele quem uniu as famílias", afirma.

Ainda dá tempo de mudar o sentido da ceia, acredita a ministra. "Nas reuniões, você tem que participar, não é só ir lá e comer. É ter a confraternização espiritual, não só material. O presente nosso é a nossa presença, a nossa participação".

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Madalena, Vergulina, Bide, Ferreira e Elza, os irmãos que carregam o desejo de dona Amélia, de continuar fazendo o Natal em família. (Foto: Arquivo Pessoal)Madalena, Vergulina, Bide, Ferreira e Elza, os irmãos que carregam o desejo de dona Amélia, de continuar fazendo o Natal em família. (Foto: Arquivo Pessoal)


Eu também sou ferreira, ferreira de lima, neto de Manoel ferreira de lima.se formos parentes fazer contado, sou neto de amélia gomes Santiago.
 
Sergio Ferreira de Lima em 25/12/2016 08:59:53
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