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Comportamento

No aplicativo que avalia homens,elas dão nota até para quem não "gosta da fruta"

Por Elverson Cardozo | 13/12/2013 06:38
Ele não sabe como, mas recebeu 7,6 pontos no Lulu.
Ele não sabe como, mas recebeu 7,6 pontos no Lulu.

Nem todas se deram conta, ainda, mas o Lulu, aquele aplicativo polêmico que avalia os homens e virou febre entre algumas mulheres, dá nota, inclusive, para quem não curte a fruta. É isso mesmo.

Na lista dos bem cotados tem muito “boy magia”, hétero, sendo disputado à tapa, mas existe, também, vários do tipo “bofe escândalo”, gays, com colocações de dar inveja. No fim, todos saem ganhando - ou não - nem que seja a fama instantânea.

“Daí te avisam que você foi parar no tal Lulu. Agora me expliquem: Como? Como?”, escreveu, no Facebook, um universitário, gay, de 21 anos. Até agora ele não entendeu como obteve 7.6 pontos.

Fora as avaliações, de melhor e pior, o que mais chamou a atenção do jovem foi o fato de estar sendo “julgado” em um aplicativo destinado às mulheres que, presume-se, sentem atração sexual por homens héteros.

“Porque assim... O Lulu, teoricamente, é um aplicativo que apenas elas dão nota. De onde foi que eu consegui tanta mulher me dando nota assim que eu não sei’, brincou.

Para ele, os “pontinhos”, mesmo favoráveis, não representam nada. Apesar de já ter ficado com mulheres, o estudante acredita que tudo pode ser uma grande brincadeira, mas reconhece que uma boa “cotação” desperta interesse. “Do mesmo modo que a baixa já acaba meio que ‘ah, sei não’. Gosto é tão relativo”, disse, exemplificando.

Mas não há crise nisso. Se o cara for gay, argumentou, vai dizer não a uma mulher interessada. Talvez fale sim. “Se disser, e for bom para ela, meus parabéns”, afirmou. Mas o ideal, sugeriu a elas, é procurar na balada, praça, rua, boteco ou em qualquer outro lugar.

A “regra”, na avaliação dele, é “beijar e ver se realmente é bom”. “Coitada da moça que for escolher homem por aplicativo, né? Por favor. É O fim”, opinou.

Aplicativo virou febre entre as mulheres. (Cleber Gellio)
Aplicativo virou febre entre as mulheres. (Cleber Gellio)

Bem na foto – Foi por curiosidade que um advogado de 25 anos, homossexual, resolveu pesquisar. Pediu para uma amiga olhar no aplicativo e descobriu que, entre elas, a nota dele era 7,8.

“Romântico se cura”, “cai de boca” e “lindo, bonito e gostosão” são algumas das e hashtags atribuídas ao jovem. Por outro lado, entre os defeitos está: “não sabe nem fritar ovo”, “doido de varrer” e “bebezão”.

O rapaz resolveu entrar na brincadeira e, para turbinar a própria página, pediu às amigas que o avaliassem também. “Só que elas colocaram algumas coisas que não é verdade. Eu não uso Rider e não gosto de Star Wars”, disse.

Para o advogado, muitas mulheres, sem saber, podem cair em uma “furada” na hora de paquerar. O alvo em questão pode não curtir a fruta.

“Vi que outros amigos meus, gays, foram super bem avaliados”, disse, ao comentar que, para ele, a maioria pede uma “mãozinha” de mulheres conhecidas. “Quem não quer ficar bem na foto?”, questiona.

A avaliação de gays no Lulu ocorre porque o aplicativo filtra os perfis pelo sexo masculino. Então, qualquer um, sendo hétero ou não, pode ser julgado.

Mas é possível sair do aplicativo. Quem não gostou da ideia, pode o pedir a desvinculação da conta pelo link http://company.onlulu.com/deactivate.

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