Para vender melhor, o jeito foi levar micro-ondas e frigobar para calçada
Filho de salgadeiro, ele mantém tradição do pai e vende todos os dias no bairro Tiradentes
Roger Lucas Oliveira colocou os saladeiros de rua em uma situação complicada. No ponto de táxi onde vende os salgados que o pai faz, ele decidiu elevar o nível e colocar, nada mais, nada menos, um frigobar e um micro-ondas na calçada. O objetivo é manter a clientela oferecendo mais qualidade e, claro, facilitar a vida, já que viver para cima e para baixo com caixas térmicas e isopores já não dava mais.
RESUMO
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Róger Lucas Oliveira, de 25 anos, vende salgados há 10 anos em um ponto de táxi no bairro Tiradentes, ao lado da USF Dr. Antônio Pereira. Com ajuda do pai, ele instalou frigobar, micro-ondas e mesas na calçada para melhorar o atendimento. Trabalhando das 6h às 18h, vende de 200 a 300 salgados por dia, com destaque para a coxinha, e sonha em ter um trailer próprio.
Entre um cliente e outro que chega atrás dos salgados fritos de R$ 2, ele conta que está ali há 10 anos, ao lado da UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) Dr. Antônio Pereira, no bairro Tiradentes. Aos 25 anos, Roger ama a rotina e a vida assim, mas o sonho mesmo é ter um trailer para continuar vendendo os produtos.
Há 5 anos, ele mudou os refrigerantes e as águas da caixa térmica para um frigobar na calçada. O micro-ondas veio antes. Com o tempo, vieram melhorias e até as cadeiras mudaram. As de fio não resistiram ao calor e foram trocadas por modelos de plástico.
O pai sempre fez salgados para vender na rua, e o filho, desde os 12 anos, acompanhou a venda nos terminais de ônibus da cidade. Aos 15, já estava fixo no ponto de mototáxi, onde permanece até hoje. O ponto que ocupa é do tio, que é mototaxista e dono dali. Por isso, a “regalia” de conseguir guardar tudo o que precisa dentro do imóvel.
“Já vi muita coisa aqui, pessoal que sai do posto. Na pandemia que foi difícil. Trabalhar com gente não é fácil. As vendas caíram muito também do final do ano para cá. O povo tá meio sem dinheiro. Antes eu vendia mais porque era mais barato, vendia a R$ 1.”
Roger não tem formação técnica ou acadêmica. O aprendizado veio na prática e é isso que importa para ele. A jornada ali é longa, começa às 6h e segue até às 18h. Pela manhã, o movimento é maior e os clientes preferem consumir no local. Ao longo do dia, o perfil muda e prevalece o pedido para viagem. E claro, por ali o carro-chefe é os salgados fritos a R$ 2.
Ele afirma vender entre 200 e até 300 salgados por dia, com preços que variam de R$ 2 a R$ 6. O cardápio é clássico e simples: coxinha, risoles de presunto e queijo, bolinha de queijo, quibe, esfirra de carne, enroladinho de salsicha e pão italiano. O destaque vai para a coxinha, o produto mais vendido. O diferencial, segundo ele, está na massa, que mistura mandioca e batata, uma técnica usada pelo pai.
O ponto também faz Roger enfrentar desafios. Trabalhar na rua significa lidar com todo tipo de situação. Ele menciona dificuldades com moradores de rua, mas também diz que tenta ajudar quando pode. "Tenho que ajudar eles".
Tímido, o jovem faz questão de contar a história em poucas palavras, mas bastam alguns minutos ali observando para ver que a clientela gosta tanto do salgado quanto dos recursos que facilitam a rotina.
Roger vende salgados na Avenida José Nogueira Vieira, ao lado da USF (Unidade de Saúde da Família) Doutor Antônio Pereira no bairro Tiradentes.
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