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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Maio de 2019

29/01/2019 12:56

Perdida há 9 meses, grávida e cega, “Keyti” tem encontro emocionante com família

Cachorrinha fugiu e foi encontrada 9 meses depois por um policial em serviço. Sobra emoção para quem já tinha perdido além da companheira fiel, a esperança de rever o animalzinho

Izabela Sanchez
Momento em que a família reencontra a cachorrinha (Foto: Divulgação)Momento em que a família reencontra a cachorrinha (Foto: Divulgação)

Em 2014 a comerciante Silvia Cristina, 38, deixou Campo Grande e mudou-se com a família para Ribeirão Preto (SP). O marido de Silvia tinha uma nova proposta de emprego e o filho iria jogar futebol. Com o ambiente novo, a solidão e a falta de amigos, veio a depressão. Mas então surgiu “Keyti”, a filhote de shitzu, presente do marido, que salvou Silvia da depressão.

Em abril de 2015, no entanto, a companheira canina desapareceu, deixou tristeza e quase um ano depois, foi encontrada, reacendendo uma esperança quase “perdida” de que fosse encontrada. A coincidência e o amor detalham a história, já que o responsável por unir, novamente, Silvia e Keyti, foi o policial militar Amadeu Freitas Brito, 38, que tem cachorros da mesma raça e já estava pronto para acolher Keyti se os donos não fossem encontrados.

Cabo da 6ª Companhia da Polícia Militar – Pelotão das Moreninhas -, Amadeu estava em serviço e fazia rondas na região do bairro Jardim Itamaracá na manhã de segunda-feira (28). Rotina do trabalho, ele parou em um posto para tomar um café, e ali viu, abandonada, Keyti.

“A hora que eu vi ela no chão... eu tenho dois cachorrinhos da mesma raça, eu olho o rosto da minha e sei o que ela quer. Vi o sofrimento nela, apesar do endurecimento da profissão, isso me comoveu. Eu mandei uma foto pra minha esposa para ela vir buscar porque eu estava de serviço”, conta.

A cadelinha, então, foi levada a um Pet Shop do bairro Chácara Cachoeira para ser avaliada. “Quando eu cheguei mais próximo vi que ela tinha dificuldade de andar, estava barriguda, uma princesinha fora do castelo”, comenta o policial. Nove meses depois de desaparecer, Keyti voltou para a família grávida e completamente cega.

“Divulgamos nas redes sociais em seguida e várias pessoas entraram em contato. Eu sei o que é perder um bichinho. Os donos entraram em contato às 22h, pediram para chamar pelo nome dela, Keith. A gente chamou e ela atendeu”, relata. “Ela está com problema de visão, está lacrimejando muito”.

“A dona me agradeceu, mas eu respondi que muito mais feliz fiquei eu. Eu não esperava encontrar os donos, estou sem palavras”, resume.

Confira o vídeo do reencontro:

 

Reencontro – Keyti é muito especial para Silvia. A comerciante relata que a obrigação de leva-la para passear, à época em Ribeirão Preto, fez com que ela saísse de casa e fizesse amigos.

“Tem uma história muito grande, eu não queria sair, ficava deitada, chorando, ela me obrigava a sair, aí eu tive que sair da depressão. Todos os dias ela ia direto na guia dela e ficava chorando e ia me perturbar. Eu fui saindo e na caminhada fui conhecendo outras pessoas”, explica.

Mesmo cega, a memória, o cheiro da dona e o amor fizeram com que Keyti reconhecesse Silvia na hora. “Ontem de noite ela chegou e deitou comigo na cama. Quando ela fugiu já estava marcada a castração, ela já tinha tido três crias, inclusive o filho dela...precisava ver o chororô dos dois”, conta, sobre o encontro da cachorra com o filhote, Stuart.

“Eu postava nas redes sociais, panfleto, grudei nos postes, mercado livre, olx, todos os grupos, se você buscar vai ter um histórico lá”. Silvia já achava que a companheira tinha morrido quando recebeu a notícia de uma cachorrinha, com as mesmas características, encontrada.

Keyti, 9 meses depois, em casa (Foto: Divulgação)Keyti, 9 meses depois, em casa (Foto: Divulgação)

“Na hora que meu marido achou ele já printou a tela e mandou pra mim e foi assim uma coisa muito rápida, em questão de meia hora eu já estava com ela. Nem sei explicar, foi muito emocionante, eu achei que ela já tinha morrido. Ela chegou pertinho de mim e começou a chorar”, afirma.

Para Silvia, Amadeu “foi um anjo”. “Se todas as pessoas reagissem igual ele fez, muitos animais não ficariam abandonados”. Agora, sem muitos recursos, Silva busca uma vaga para atendimento na clínica pública da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mas não sabe se vai conseguir.

“Ela está ceguinha, vai precisar de cuidados, nem sei como está essa gestação, provavelmente vai ter que operar. Toda ajuda que tiver, se tiver como fazer exame com tabela social, já ajuda”, pede.

Para ajudar a família de Keyti a restabelecer a saúde da cachorrinha, basta entrar em contato com Silvia, pelo número (67) 99275-9680.



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