Quem é a cabeleireira de 33 anos que vai representar MS no Miss Universo
Empresária fala sobre trajetória, preparação e o que quer levar além da coroa
Cabeleireira e empresária, Lauriane Pires, de 33 anos, representa Mato Grosso do Sul no Miss Universe Brasil 2026 após mais de uma década de atuação na área da beleza.
A vaga no concurso nacional, segundo ela, tem relação direta com a própria trajetória. “É o reconhecimento de uma caminhada com muitos recomeços”, resume. Para Lauriane, o momento também marca uma mudança de visão. “É uma virada de chave, de entender que a minha história pode ir além de mim.”
Antes da faixa, ela já trabalhava há mais de 16 anos atendendo mulheres no dia a dia do salão e em projetos próprios. A experiência, segundo ela, foi o que moldou sua forma de enxergar o concurso. “A área da beleza me ensinou muito além da técnica. Me ensinou sobre comportamento, comunicação e sobre lidar com histórias reais”, diz.
Na preparação, o foco não está só na aparência. “Hoje eu não foco só na imagem. Eu foco em presença e em posicionamento”, afirma.
Entre os pontos que considera como diferencial, Lauriane cita a própria vivência. “Eu não sustento apenas um discurso, eu vivi cada fase que compartilho.” A mensagem que quer levar ao concurso gira em torno de recomeço e construção. “Quero mostrar que a beleza pode ser uma ferramenta de transformação, quando tem propósito.”
A rotina até a etapa nacional é intensa. Ela passa por preparação estética, acompanhamento nutricional, aulas de passarela, comunicação e prática de inglês. “É uma dedicação quase em tempo integral. O concurso exige equilíbrio e clareza”, diz.
Além da competição, Lauriane também mantém o projeto Bastidores da Beleza, voltado para mulheres que querem transformar o trabalho na área em negócio. Segundo ela, a iniciativa já alcançou centenas de participantes. “Quero ampliar esse alcance. A coroa é importante, mas o que vem depois dela também é”, afirma.
Natural de Rondonópolis (MT), Lauriane representa Mato Grosso do Sul, ponto que gerou questionamentos após o resultado estadual. Ela explica que isso segue as regras do concurso. “Não existe obrigatoriedade de ser nascida no estado que representa. Isso é comum no Miss Universe”, diz.
A inscrição, segundo ela, foi feita pelo sistema nacional, que direciona as candidatas conforme as vagas disponíveis. Desde então, passou a dividir a rotina entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde mantém a empresa.
“Hoje, Campo Grande e Rondonópolis fazem parte da minha vida”, afirma. Para ela, mais importante do que a origem é a forma de representar. “No concurso, o que importa é o que o estado pode levar.”
Com 1,73 de altura, Lauriane também comenta sobre as exigências físicas. Não há regras fixas de medidas, mas existe uma expectativa. “Não é um padrão exato, mas é preciso estar bem apresentável”, explica.
A final do Miss Universe Brasil ainda não teve data confirmada. O confinamento das candidatas está previsto para começar em maio.
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