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Consumo

Sommeliers ensinam como escolher melhor vinho de mercado em conta

Por Bárbara Cavalcanti | 26/07/2021 09:38
Vinhos de supermercado têm uma variedade para os diferentes paladares e ocasiões. (Foto: Kísie Aionã)
Vinhos de supermercado têm uma variedade para os diferentes paladares e ocasiões. (Foto: Kísie Aionã)

Beber um bom vinho não precisa ser caro. Nos supermercados, há garrafas disponíveis a partir de R$ 10. Mas qualidade do vinho não tem a ver com o preço. O Lado B conversou com sommeliers para descobrir quais os melhores vinhos entre os mais baratos.

O sommelier Erycharles de Carvalho reforça que o valor do vinho não tem a ver com a qualidade. “Existem vinhos excelentes de qualquer faixa de preço. O que a pessoa precisa prestar atenção na hora de escolher, mesmo entre os mais baratos, é o próprio paladar, a complexidade do vinho, com qual comida vai combinar”, explica.

As faixas de preço variam de acordo com a complexidade dos vinhos. “Entre R$ 10 e R$ 20 é possível encontrar vinhos de mesa, que são vinhos mais simples, geralmente mais adocicados”, explica.

No Comper, um rótulo de vinho de mesa é o nacional Arroio, que sai a partir de R$ 9,90. No Extra, um rótulo é o nacional Paraná, que sai no valor de R$ 12,75. Já subindo o valor, outro rótulo de vinho de mesa é o Pérgola que pode ser encontrado na faixa dos R$ 25, dependendo do supermercado.

“Subindo” a categoria de preços e de complexidade, estão os vinhos com a marca de Reservado. “Esse vinho já fica na faixa de preço entre R$ 28 e R$ 39. É um tipo de vinho mais doce também, que é o tipo mais popular entre os brasileiros”, detalha.

Exemplo de vinho do tipo Reservado. (Foto: Kísie Aionã)
Exemplo de vinho do tipo Reservado. (Foto: Kísie Aionã)

Um dos rótulos mais populares de vinhos reservados disponíveis nos mercados é o Concha Y Toro, que fica na faixa dos R$ 38, dependendo do supermercado.

Os mais “caros” entre os vinhos de valor mais acessíveis são os vinhos varietais, que são feitos com uma única uva. Esses já podem ficar entre R$ 29 e R$ 50, dependendo dos rótulos disponíveis na seleção de cada adega dos mercados.

Erycharles explicando sobre cada propriedade dos vinhos. (Foto: Kísie Aionã)
Erycharles explicando sobre cada propriedade dos vinhos. (Foto: Kísie Aionã)

“Independente do preço e da marca, o ideal é que o consumidor sempre procure algo que vá agradar seu próprio paladar e a ocasião. Por exemplo, uma ocasião mais festiva ou quando a pessoa gosta mais de cervejas, é melhor algo como um espumante. Ou quando a pessoa já tem um paladar mais aguçado, ela pode gostar de vinhos mais complexos, também”, reforça.

Erycharles ainda dá dicas gerais para qualquer tipo de vinho. “É sempre importante reparar na garrafa, se ela tem uma boa evasão. Se for de rolha, é importante lembrar que o vinho deve ser armazenado deitado posteriormente. E também, para o que o vinho vai ser utilizado. Se for para cozinhar, por exemplo, é melhor utilizar vinhos mais secos, para não “adoçar” uma comida salgada”, detalha.

Ainda de acordo com o sommelier Jonas Eduardo Nascimento, é preciso desmistificar o conceito de que supermercado “só tem vinho ruim”. “O mercado é a porta de entrada para que as pessoas experimentem vinhos. E tudo vai depender da pessoa, do paladar dela, o que ela normalmente gosta, ou o que ela está procurando no vinho. Além disso, o valor não influencia. Existem excelentes vinhos mais baratos, como existem também péssimos vinhos caros”, reforça.

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